Firmus: maioria das empresas percebe impacto da guerra no Oriente Médio pelo canal de custos


Por Agência Estado

A maioria das empresas que participaram da Firmus do 2º trimestre de 2026 afirmou perceber os impactos do conflito no Oriente Médio sobretudo pelo canal de custos, com destaque para aumento de frete e logística (86%) e para aquisição de derivados de petróleo (77,1%).

Questionado sobre o efeito da guerra no preço de seus produtos ou serviços, o grupo se dividiu: 50,4% afirmaram que não houve mudança e 43,0% disseram ter visto aumento.

Os números se referem à pesquisa Firmus do segundo trimestre de 2026, publicada nesta sexta-feira, 26, pelo Banco Central. A coleta de dados ocorreu em maio, entre os dias 11 e 29. Nesta rodada, 349 empresas participaram da pesquisa.

A Firmus tem como objetivo captar a percepção de empresas não financeiras em relação à situação de seus negócios e às variáveis econômicas que influenciam suas decisões.

As companhias também foram questionadas sobre os impactos esperados da reforma tributária em 2027, primeiro ano de transição.

O aumento dos custos de compliance foi indicado por 59,9% dos participantes e o da carga tributária, por 53,6%. Metade das empresas (50,1%) disse esperar aumento do preço de produtos e serviços vendidos e da necessidade de capital de giro, enquanto 51% afirmaram que aguardam aumento dos custos de insumos e serviços adquiridos.

Sobre o aproveitamento dos créditos tributários, 38,1% indicaram esperar aumento; 25,2% não esperam mudança; 19,5% preveem redução; e 17,2% disseram ser cedo para avaliar.

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