Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

17 de março de 2026

Fitch: conflito no Irã aumenta riscos ao crescimento e ao crédito dos mercados desenvolvidos


Por Agência Estado Publicado 17/03/2026 às 17h05
Ouvir: 00:00

Um conflito prolongado no Oriente Médio pode criar novos desafios de crédito para os soberanos de mercados desenvolvidos na Europa e na Ásia, principalmente por meio de custos mais altos de energia e empréstimos, aumento da inflação e crescimento econômico mais fraco, afirma a Fitch Ratings.

Em relatório, a agência de classificação de risco aponta que medidas de apoio fiscal para amortecer o impacto sobre famílias e empresas podem pesar sobre o déficit orçamentário e as trajetórias da dívida governamental, enquanto as condições de financiamento podem se tornar menos favoráveis se o sentimento de risco se deteriorar. “Soberanos com dívidas mais altas e déficits estruturais, e aqueles enfrentando piores trocas entre inflação e crescimento, são mais vulneráveis a um choque sustentado”, alerta.

O cenário-base da Fitch prevê que os preços do petróleo Brent permaneçam próximos aos níveis atuais até março, antes de cair para uma média de US$ 70 por barril em 2026.

Nas simulação da agência, os riscos de inflação são mais agudos na Itália, Reino Unido, Japão e França entre os grandes mercados desenvolvidos, dada a composição de seu suprimento de energia.

Já o impacto adverso no crescimento econômico é maior para a Coreia do Sul, Japão, Reino Unido e Itália, refletindo um impacto maior no consumo das famílias, à medida que os custos mais altos de energia e transporte corroem a renda real.

Entre os países desenvolvidos menores, o impacto no crescimento varia mais amplamente, segundo a Fitch, com os maiores efeitos em partes da Europa Central e Oriental, incluindo os Estados Bálticos e a Eslovênia, bem como Taiwan. “Na Europa Ocidental, a Noruega é o único país isolado, refletindo sua posição de exportador de energia e termos de troca mais fortes sob preços mais altos de hidrocarbonetos”, acrescenta a análise.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Congresso promulga decreto legislativo do acordo entre Mercosul e União Europeia


O Congresso Nacional promulgou na tarde desta terça-feira, 17, o decreto legislativo que ratifica o acordo provisório de comércio entre…


O Congresso Nacional promulgou na tarde desta terça-feira, 17, o decreto legislativo que ratifica o acordo provisório de comércio entre…

Economia

BNDES está empenhado em encontrar uma boa solução para a Raízen, diz Mercadante


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que o banco acompanha as discussões…


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que o banco acompanha as discussões…

Economia

Petróleo fecha em alta com navegabilidade em Ormuz indefinida e ajuda da Otan em xeque


O petróleo fechou em alta de 3% nesta terça-feira, 17, à medida que crescem dúvidas acerca da navegabilidade no Estreito…


O petróleo fechou em alta de 3% nesta terça-feira, 17, à medida que crescem dúvidas acerca da navegabilidade no Estreito…