Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,31% para 4,36%, abaixo do teto da meta de inflação
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quarta leitura consecutiva, desta vez de 4,31% para 4,36%. O movimento ocorre em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. A taxa está 0,14 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,91%.
Considerando apenas as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,47% para 4,50%.
A projeção para o IPCA de 2027 aumentou de 3,84% para 3,85%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 70 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,93% para 3,96%.
O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegará a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027. A trajetória consta na comunicação da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom).
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, 6, as projeções para o IPCA de 2028 subiu de 3,57% para 3,60%. Há um mês, era de 3,50%. Para 2029, a estimativa seguiu em 3,50% pela 31ª semana seguida.
