O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) informou nesta terça-feira, 3, que o faturamento do setor mineral em 2025 atingiu R$ 298,8 bilhões, crescimento de 10,3% em relação a 2024. O faturamento do minério de ferro caiu 2,2%, a R$ 157,2 bilhões, equivalente a 52,6% do resultado do setor.
O faturamento do ouro aumentou 64,8%, a R$ 39,3 bilhões. O cobre também teve forte ganho, de 50,1%, a R$ 30,4 bilhões.
O Ibram lembra que em 2025 o ouro atingiu patamares de preços superiores a US$ 4.000 por onça, levando a uma média anual 43,9% maior que em 2024. A commodity fechou o ano em US$ 4.289,48 por onça, 62,2% maior que o fechamento em 31 de dezembro de 2024.
O cobre segue em alta também: atingiu patamares superiores a US$ 12 mil por tonelada, levando a uma média anual 8,7% superior a 2024. O preço da commodity em 5 de janeiro de 2026 fechou em US$ 12.504, cifra 46% maior que o preço fechado em 31 de dezembro de 2024.
Já o minério de ferro seguiu na contramão, com recuo de 6,6% no preço médio anual em relação a 2024, fechando dezembro de 2025 a US$ 107,19 por tonelada.
Os Estados de Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento do setor mineral em 2025, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente.
Arrecadação de impostos
O Ibram informou que o setor mineral respondeu por R$ 103 bilhões em arrecadação de impostos em 2025, um crescimento de 10% ante 2024.
Em relação à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), a arrecadação somou R$ 7,9 bilhões em 2025.
O Ibram informou ainda, apoiado em dados do Novo Caged, que o setor alcançou o patamar de 229.312 empregos diretos, com 8.330 novas vagas geradas de janeiro a novembro.
Investimentos previstos
O instituto divulgou também que os investimentos previstos para o setor no período de 2026 a 2030 somam US$ 76,9 bilhões, incremento de 12,5% ante o período anterior.
Para o segmento de minerais críticos, os investimentos projetados alcançam US$ 21,3 bi até 2030, avanço de 15,2%.