Em dezembro, a indústria brasileira operava 16,3% aquém do pico alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na categoria de bens de capital, a produção está 35,2% abaixo do pico registrado em setembro de 2013. Os bens intermediários estão 14,1% aquém do auge de maio de 2011.
Os bens de consumo duráveis estão 35,9% abaixo do ápice de junho de 2013, e os bens semiduráveis e não duráveis operam em nível 13,2% inferior ao pico de junho de 2013.
Nível pré-pandemia
A indústria brasileira chegou a dezembro operando 0,6% acima do patamar de fevereiro de 2020: 10 das 25 atividades investigadas estão operando em nível superior ao pré-crise sanitária.
Em dezembro, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de produtos do fumo (25,0%), outros equipamentos de transporte (22,1%), indústrias extrativas (13,0%) e máquinas e equipamentos (10,3%).
No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são móveis (-25,4%), vestuário e acessórios (-22,8%), produtos diversos (-18,0%) e couro e calçados (-14,8%).
Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 2,4% acima do nível de fevereiro de 2020. A fabricação de bens intermediários está 3,9% acima do pré-covid. Os bens duráveis estão 16,1% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 4,4% aquém do patamar de fevereiro de 2020.