O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araújo, considerou positiva a decisão anunciada nesta quinta-feira, 12, pelo governo federal para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo nos combustíveis. Ele ressaltou, no entanto, que ainda é cedo para uma avaliação final.
“Foi uma boa medida, necessária, considerando que o preço do petróleo está muito alto e com possibilidade até de aumentar mais, e o governo tomar alguma medida para aliviar o bolso do consumidor, principalmente no óleo diesel, acho interessante”, disse ele ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “Mas tenho que analisar com mais cuidado. A gente tem algumas informações, situações diferentes da última subvenção, que foi naquela época da greve dos caminhoneiros em maio de 2018”, explicou.
Araújo também recomendou cautela, já que apesar da medida ser “positiva, necessária e oportuna”, ainda é preciso ver como será a regulamentação a ser feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Me preocupa um pouco essa questão da isenção, porque isso pode dar um diferencial de competitividade para agentes que não queiram repassar toda a variação de preços, mas temos que estudar melhor”, afirmou.
A Abicom vem alertando para o risco da suspensão das importações de diesel em um momento em que os preços internos dos combustíveis estão mais baixos do que no mercado internacional. Como o Brasil importa cerca de 30% do derivado, sem as compras externas o mercado interno poderia ficar desabastecido.