O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, 25, e interrompeu a sequência de perdas que levou a commodity a recuar quase 10% desde o início da semana até quarta-feira. Investidores seguem de olho na vigência do acordo entre Estados Unidos e Irã, enquanto equilibram a perspectiva de aumento da oferta no Oriente Médio com as preocupações em torno da demanda.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em alta de 2.25% (US$ 1,58), a US$ 71,92 o barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 2,21% (US$ 1,63), a US$ 75,50 o barril.
A commodity chegou a estender a queda durante a madrugada e renovou níveis mais baixos desde o início do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Os embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentaram nesta semana para o nível mais alto desde que o conflito no Oriente Médio começou em fevereiro, segundo dados da Kpler.
Contudo, os preços do petróleo inverteram sinal e ganharam força no fim da manhã, num possível ajuste técnico, à medida que a velocidade recente da queda pegou muitos investidores de surpresa. Relatos do The Wall Street Journal de que o Irã atacou um navio dos EUA no Estreito de Ormuz também elevaram as tensões sobre o conflito.
Para o analista da IG, Tony Sycamore, os mercados passam a precificar um retorno muito mais rápido dos barris do Oriente Médio do que a maioria havia previsto apenas duas semanas atrás.
Na guerra da Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na quarta-feira que Volodymyr Zelensky e a Otan devem aceitar as novas fronteiras no Donbas ou a Rússia seguirá avançando sobre o território ucraniano. Zelensky reagiu em tom duro e disse que a Rússia “queimará no fogo de ataques ucranianos pelos próximos 40 dias”, segundo a agência de notícias Baha.
No radar, após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), agora o Iraque estuda deixar o cartel, caso a organização rejeite a iniciativa de Bagdá de elevar sua cota de produção de petróleo, segundo a Shafaq News.