Petróleo fecha em queda de 5% com redução de tensões geopolíticas e decisão da Opep+
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, 2, em meio a redução de tensões entre EUA e Irã, além de avanço nas negociações entre Rússia e Ucrânia para alcançar cessar-fogo. Estiveram ainda no radar o dólar forte e a manutenção dos níveis de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+).
O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda 4,71% (US$ 3,07), a US$ 62,14 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 4,36% (US$ 3,02), a US$ 66,30 o barril.
Washington mudou o tom em relação ao Irã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que os dois países estão “conversando seriamente” sobre uma retomada das negociações para um acordo nuclear. Na outra ponta, Teerã voltou atrás e informou que não fará exercícios militares no Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que está confiante de que Teerã pode alcançar um acordo com os EUA sobre o programa nuclear, mas ressaltou que os iranianos perderam a confiança em Washington “como parceiro de negociação”. O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e Araghchi devem se reunir nesta sexta-feira na Turquia para discutir um possível acordo, afirma a Axios.
Segundo a Tradu, a queda da commodity pode se estender, já que a redução da tensão volta o foco para fundamentos desfavoráveis de que a oferta está crescendo mais rapidamente do que a demanda. Além disso, apesar da extensa tempestade de inverno e das temperaturas abaixo de zero que afetaram os EUA na semana passada, os sistemas de energia pública do país em grande parte evitaram apagões sistêmicos e impactos operacionais materiais, avalia a Fitch.
No Leste Europeu, Ucrânia e Rússia continuam as negociações para um cessar-fogo. Trump disse nesta tarde que a Índia concordou em interromper a compra de óleo russo e em ampliar aquisições de energia dos EUA, bem como “potencialmente da Venezuela”.
Neste cenário, ficaram em segundo plano dados de atividade industrial acima do esperado nos Estados Unidos e na China.
*Com informações da Dow Jones Newswires
