Renner: lucro líquido soma R$ 552,6 Mi no 4Tri25, alta de 13,4% ante 4Tri24
A Lojas Renner registrou lucro líquido de R$ 552,6 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 13,4% em relação a igual período de 2024. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 1,4 bilhão, avanço de 21,8% na comparação anual.
O Ebitda ajustado total atingiu R$ 1,1 bilhão no trimestre, crescimento de 9% em relação ao quarto trimestre do ano anterior. A margem Ebitda avançou 1,1 ponto porcentual, para 25,6%. No ano, o indicador somou R$ 3,1 bilhões, alta de 20,3%.
Segundo o presidente da companhia, Fabio Faccio, o desempenho reflete a evolução do modelo operacional e a disciplina na gestão do negócio. “Demonstramos nossa capacidade de entregar evolução em todas as métricas às quais nos comprometemos para o ciclo de 2026-2030”, afirmou.
O resultado financeiro ficou positivo em R$ 1 milhão no quarto trimestre, ante resultado negativo de R$ 10,2 milhões no mesmo período de 2024. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pelo reconhecimento da atualização de juros sobre depósitos judiciais, no valor de R$ 36,3 milhões, que compensou menores rendimentos de caixa e aplicações financeiras.
Desafio
Faccio também destacou que, apesar de um início de trimestre mais desafiador, com temperaturas atipicamente mais frias e consumidor mais endividado, o desempenho das vendas ganhou força ao longo do período, impulsionado pela execução comercial e pela boa aceitação das coleções.
A receita líquida de varejo totalizou R$ 4,35 bilhões no quarto trimestre, aumento de 4,3% na comparação anual. No conceito de vendas em mesmas lojas (SSS), o crescimento foi de 3,3%. Já na categoria de vestuário, a receita avançou 5,1%, com SSS de 4%.
No acumulado de 2025, a receita líquida de varejo alcançou R$ 13,8 bilhões, expansão de 9,2% frente ao ano anterior. Segundo Faccio, o desempenho ficou acima da média do setor. “Esse crescimento de vendas foi mais do que o dobro da média do mercado”, disse.
A margem bruta de varejo chegou a 56,5% no quarto trimestre, avanço de 0,7 ponto porcentual na comparação anual. Para o diretor financeiro da empresa, Daniel Santos, o ganho reflete melhorias no modelo operacional da companhia. “Isso permite ser mais assertivo nas coleções e trabalhar com estoques mais enxutos, reduzindo remarcações e aumentando a venda a preço cheio”, diz.
No digital, o volume bruto de mercadorias (GMV) cresceu 9,9% no trimestre, para R$ 834 milhões, elevando a participação do canal de 13,7% para 14,4% das vendas. No ano, o GMV digital avançou 12,3% e representou 15,5% do total.
Segundo Santos, a expansão da rede física também tende a impulsionar o canal online. De acordo com o executivo, a abertura de lojas em cidades onde a companhia ainda não está presente pode elevar entre 10% e 20% as vendas digitais naquela praça. “A integração entre físico e digital aumenta a conveniência para o cliente e fortalece o nosso ecossistema”, afirmou.
