Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

25 de março de 2026

TCU aponta lacunas no ‘Gás para Empregar’ e cobra ANP por transparência e plano regulatório


Por Agência Estado Publicado 25/03/2026 às 17h57
Ouvir: 00:00

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fragilidades na condução do programa “Gás para Empregar” e determinou medidas para aprimorar a governança, a transparência e o ambiente regulatório do setor de gás natural no País. A decisão foi tomada pelo ministro Augusto Nardes, que acolheu propostas da área técnica.

“A fiscalização observou que tanto o programa Gás para Empregar como as demais iniciativas governamentais apresentam lacunas significativas em seu planejamento e monitoramento”, afirma o ministro no relatório.

Entre as principais determinações, o tribunal ordenou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) elabore, no prazo de 180 dias, um plano de ação para viabilizar o Portal Eletrônico Único, para dar transparência às informações sobre infraestruturas como gasodutos, unidades de processamento e terminais de gás natural liquefeito (GNL).

O tribunal também recomendou que a ANP adote medidas para obrigar os agentes do setor a estruturarem códigos de conduta e de acesso às infraestruturas essenciais, com definição de prazos e mecanismos de acompanhamento. A ausência dessas regras, segundo o relatório, dificulta a entrada de novos agentes e limita a concorrência.

Ao Ministério de Minas e Energia, a Corte de Contas recomendou a elaboração de um plano voltado à implementação do Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, com foco na harmonização regulatória entre União e estados, apontada como um dos entraves à consolidação do mercado livre.

O relator destacou ainda problemas de governança no Gás para Empregar, como a ausência de um plano estruturado com metas e indicadores e a inoperância, por quase um ano, do Comitê de Monitoramento do Setor de Gás Natural.

Na avaliação da Corte, apesar dos avanços institucionais trazidos pela nova legislação, persistem entraves relevantes, como a concentração de mercado (com forte presença da Petrobras) a limitação da infraestrutura de transporte e falhas na coordenação regulatória.

O tribunal autorizou o monitoramento das medidas, ressaltando a necessidade de acelerar a implementação do arcabouço legal para viabilizar maior concorrência e redução de preços no setor.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Cade aprova compra de 20% dos direitos da Shell na Bacia de Santos por estatal do Kuwait


A Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição, pela Energy Development Company (EDC), de ativos…


A Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição, pela Energy Development Company (EDC), de ativos…

Economia

Diretor do Fed diz que reduziu previsão de cortes nos juros do Fed, após dados de inflação


O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Stephen Miran, disse nesta quarta-feira, 25, que passou a prever…


O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Stephen Miran, disse nesta quarta-feira, 25, que passou a prever…

Economia

Ibovespa segue exterior e fecha em alta de 1,60%, aos 185,4 mil pontos


Em recuperação pela terceira sessão consecutiva, o Ibovespa retornou nesta quarta-feira, 25, no intradia e no fechamento, a níveis do…


Em recuperação pela terceira sessão consecutiva, o Ibovespa retornou nesta quarta-feira, 25, no intradia e no fechamento, a níveis do…