Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

09 de janeiro de 2026

Unafisco defende que Lula sancione desconto para bom pagador no PLP do ‘devedor contumaz’


Por Agência Estado Publicado 08/01/2026 às 18h08
Ouvir: 00:00

A Unafisco Nacional, uma das entidades que representa auditores da Receita Federal, defendeu que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancione um “desconto” nas multas e juros de empresas que têm histórico de boas pagadoras, mas estão com a capacidade de pagamento “reduzida momentaneamente.”

O mecanismo está previsto no artigo 32 do Projeto de Lei Complementar (PLP) do “devedor contumaz”, aprovado pelo Congresso em dezembro e ainda aguardando sanção da Presidência.

Por meio de nota, a associação diz que o trecho está gerando atritos entre auditores e advogados da União, que estariam fazendo uma “intensa pressão” pelo veto do artigo. Essa mobilização ocorreria, segundo da Unafisco, por causa dos honorários de sucumbência.

“A guerra da AGU contra esse dispositivo, que está em sintonia com a política de conformidade do governo e que funciona como uma válvula de descompressão para empresas momentaneamente fragilizadas, deve-se ao fato de que os honorários de sucumbência dependem em grande parte da asfixia do contribuinte”, diz a nota.

Os honorários de sucumbência são valores definidos pela Justiça que devem ser pagos pela parte vencida ao advogado da parte vencedora de um processo. Desde 2017, os advogados da União podem receber esses valores.

Um estudo do Movimento Pessoas à Frente e da Transparência Brasil divulgado em dezembro mostrou que, de 2020 a 2025, os honorários de sucumbência resultaram em pagamentos de R$ 4,55 bilhões acima do teto do funcionalismo para os advogados da União.

Segundo a Unafisco, o mecanismo de desconto para bons pagadores permite uma redução expressiva de multas e juros e o alongamento dos prazos de pagamento. Na prática, abre uma porta de saída para as empresas antes que os débitos se transformem em uma “bola de neve” e sejam inscritos na dívida ativa.

Essa saída, no entanto, reduziria a litigância e a remuneração dos advogados da União, segundo a entidade.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Motta celebra acordo Mercosul-UE e diz esperar impacto em emprego e investimentos


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou uma postagem na rede social X, nesta sexta-feira, 9, em…


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou uma postagem na rede social X, nesta sexta-feira, 9, em…

Economia

Sentimento do consumidor dos EUA sobe a 54 em janeiro, mostra preliminar


O índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos elaborado pela Universidade de Michigan subiu para 54 em janeiro, ante…


O índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos elaborado pela Universidade de Michigan subiu para 54 em janeiro, ante…

Economia

Argentina quita acordo cambial com EUA e encerra uso de swap de US$ 20 bi


A Argentina quitou de forma “rápida e integral” as operações realizadas no âmbito do acordo de estabilização cambial firmado com…


A Argentina quitou de forma “rápida e integral” as operações realizadas no âmbito do acordo de estabilização cambial firmado com…