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15 de janeiro de 2026

Wellington: não há motivo para Toffoli escalar crise do Master


Por Agência Estado Publicado 15/01/2026 às 18h58
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O novo ministro da Justiça, Wellington César, afirmou nesta quinta-feira, 15, que não vê uma escalada da crise entre os Poderes com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli em encaminhas as provas da Polícia Federal que apura o suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Eu não vejo nenhum motivo para escalar uma crise em função disso. Se o juiz determina algo e o modo de execução parece não ter atendido no detalhe a sua particularidade, aquele que foi determinado esclarece”, disse o novo ministro.

Wellington César também esclareceu que a reunião de mais cedo convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve a crise do Master como tema. Mais cedo, ao ser questionado pela imprensa sobre isso, o ministro foi dúbio. Disse: “O tema foi tratado como eixo, uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica. Por outro lado, não vai deixar de atuar contra todos aqueles que se ajustem nesse perfil”.

Ao falar sobre o “tema”, Wellington não deixou claro se esse tema seria o combate ao crime organizado ou o Banco Master. O fato de dizer, em seguida, que a reunião tratou de “uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica” indica que se tratava da primeira opção, e não especificamente sobre o Master.

Na nova fala à imprensa, o ministro afirmou que o encontro buscou arquitetar uma sintonia entre os Poderes para combater o crime organizado no “andar de cima”.

“Todos os integrantes falaram, cada um fez a sua abordagem e o único ponto em comum era aumentar a efetividade do combate ao crime organizado. Este foi o sentido, esta foi a direção, esta foi a tônica e esta vai ser a tônica da ação do Ministério da Justiça nesse debate”, afirmou Wellington César.

Apesar disto, na cerimônia privada onde Lula assinou o termo de posse de Wellington, o presidente citou a investigação contra o Banco para ilustrar o que ele chamou de “momento histórico do Brasil” no combate ao crime organizado.

“Depois da operação Carbono Oculto, que foi a maior operação feita pela Polícia Federal junto com a Polícia de São Paulo, junto com a Receita Federal. Depois da Operação Refit, quando nós conseguimos bloquear cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada. Depois que nós fizemos isso, depois da situação do Banco Central com o Banco Master (…) Nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”, afirmou Lula.

Wellington também declarou que Lula deu liberdade para que ele pudesse trocar toda a equipe da Justiça. Apesar de não indicar nomes de auxiliares, o novo ministro adiantou que o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, vai deixar a pasta.

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