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09 de fevereiro de 2026

Bad Bunny reúne astros, homenageia América Latina no Super Bowl e diz: ‘seguimos aqui’


Por Agência Estado Publicado 09/02/2026 às 07h32
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O cantor Bad Bunny incendiou o intervalo do Super Bowl LX na noite deste domingo, 8, na Califórnia (EUA, com um show explosivo, cheio de hits, efeitos especiais e referências à cultura latina, e que ainda teve a participação surpresa de outras duas estrelas da música pop: Lady Gaga e Ricky Martin.

Bad Bunny também não deixou de fora mensagens pela união dos povos e contra o discurso de ódio, posicionamento que ganha força no meio artístico americano em meio à política de repressão a imigrantes implantada pelo governo de Donald Trump.

Na apresentação, Bad Bunny conseguiu levar ao gramado do Levi’s Stadium, em Santa Clara, um pouco de Porto Rico ao recriar cenas cotidianas do território centro-americano, como plantações de cana e banana, barracas de tacos e de compra e venda de prata, idosos jogando dominó na praça e um casamento tipicamente caribenho.

Os efeitos especiais fizeram Bunny cair de um teto para dentro de uma casa porto-riquenha com uma fluidez e naturalidade impressionantes para um show ao vivo.

A apresentação, que durou 13 minutos, incluiu as músicas Nuevayol, Baile Inolvidable e o megahit DTMF, que dá nome ao álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, vencedor do Grammy de Álbum do Ano de 2025. Em todas as canções, dançarinos se revezavam entre o reggaeton e ritmos latinos mais tradicionais, como a salsa. No palco com os dançarinos estavam ainda as cantoras Cardi B e Karol G e o ator Pedro Pascal.

Nem Lady Gaga escapou de dar uns passinhos de salsa. No meio da apresentação de Bunny, a cantora surgiu cantando um trecho de Die With a Smile, gravado com Bruno Mars, mas em ritmo latino.

Outro convidado especial foi o também porto-riquenho Ricky Martin, que cantou Lo que le pasó a Hawaii, canção do mais recente álbum de Bunny.

Ao final do show, Bad Bunny proclamou “God bless America” (Deus abençoe a América) emendando com “seja Chile, Argentina…” e mencionando os nomes de todos os países que formam o continente americano. Enquanto isso, dançarinos carregavam bandeiras das nações da região. No mesmo momento, um telão no estádio trazia a mensagem: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.

A bola de futebol americano que ele carregou em alguns momentos do show trazia impressa a mensagem: “Juntos, somos América”, fazendo referência tanto ao continente quanto à forma que os americanos se referem aos Estados Unidos. Para encerrar a histórica apresentação, Bunny mostrou a mensagem grafada na bola para a câmera e disse “seguimos aqui”.

Logo depois do show, Trump criticou a apresentação do porto-riquenho nas redes sociais, chamando o show de “horrível”.

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