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23 de março de 2026

Bateção de leque: como o item se tornou febre no Lollapalooza 2026


Por Agência Estado Publicado 23/03/2026 às 15h17
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Flap. Flap. Flap. Quem esteve presente no Autódromo de Interlagos ao longo do último final de semana se acostumou com o som de leques batendo durante os mais variados shows do Lollapalooza 2026. Do pop de Sabrina Carpenter ao hardcore do Turnstile, do rap de Tyler, the Creator à música eletrônica do Skrillex, as apresentações do festival foram marcadas pelo barulho de milhares de leques batendo em uníssono.

Além de aliviar o calor presente no Autódromo, os objetos – vendidos por cerca de R$40 por ambulantes na região – ditaram o ritmo do festival e foram notados pelos artistas. A cantora Chappell Roan, por exemplo, afirmou que viu o bater de leques brasileiros durante a apresentação de Lady Gaga no Todo Mundo no Rio em 2025. “Pensei: Eu preciso fazer isso algum dia. Aqui estamos”, brincou a artista.

Já a cantora Sabrina Carpenter repostou um vídeo em suas redes sociais em que a plateia brasileira reage ao refrão de sua canção Nobodys Son com o bater de leques. “Esse vídeo me matou”, escreveu a artista. “Eu te amo”, comentou em português em seu perfil no Instagram. Nas redes sociais, fãs internacionais das divas pop elogiaram a prática nacional.

Fortemente associados ao movimento LGBT+, os leques vêm ganhando cada vez mais protagonismo em festivais e shows que ocorrem no Brasil. Nas apresentações de Madonna e Lady Gaga no Todo Mundo no Rio, as imagens e o som da praia de Copacabana lotada com o bater de leques viralizaram nas redes sociais. O objeto, que também se faz presente no carnaval ao redor do País, vem ganhando cada vez mais fama nos últimos anos.

Os leques, no entanto, são figurinhas carimbadas em festas, eventos e celebrações LGBT+ há bastante tempo. Em especial, compõem o figurino e a performance de drag queens e são elementos importantes da cultura ballroom. Não à toa, as principais cores que enfeitavam os leques do Lollapalooza eram as do arco-íris – a coloração da bandeira LGBT.

Em um período em que a organização do festival parece apostar em nomes da música pop – como Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Addison Rae, Doechii e Katseye -, os leques se tornaram o instrumento oficial dos fãs que foram ao festival. Caso a programação do evento continue a apostar nesse tipo de artista, não é absurdo pensar que o Lequepalooza continue pelas próximas edições.

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