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01 de abril de 2026

Clipe de banda de Maringá fica entre os melhores do cenário independente no Brasil


Por Creative Hut Publicado 10/07/2021 às 18h00 Atualizado 20/10/2022 às 10h45
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Clipe de banda de Maringá fica entre os melhores do cenário independente no Brasil
Banda Little B. and the Mojo Brothers, de Maringá. Foto: Fadi Hijazi

O videoclipe da música ‘No Land for Young Folks’, da banda Little B. and the Mojo Brothers, de Maringá, ficou entre os melhores do cenário independente no Brasil – assista abaixo. O ranking é do site ‘Hits Perdidos’, que realiza a cobertura jornalística do mercado da música, com foco em artistas independentes. 

Esse foi o primeiro trabalho autoral da banda, que existe desde 2016. Lançado em abril, o videoclipe ficou entre os 30 melhores no ranking do mesmo mês. Uma grande conquista para os quatro integrantes: Little B., 23 anos, que é vocalista, tecladista e compositora, além de exercer as funções empresariais da banda; Marco Antônio (Marco Mojo Bro), 39 anos, guitarrista, backing vocal e compositor; Renan Chor, 35 anos, que é baterista; e Natália Gimenes, 26 anos, baixista e backing vocal.

“A primeira pessoa que citou nosso nome da enquete da Hits para formular a lista de melhores clipes independentes de abril foi uma grande amiga, a Luana Santana, que é baterista do 43 Duo. Depois dela, muitos amigos e fãs começaram a pedir nosso clipe por lá e ficamos lisonjeados quando vimos que deu certo: estávamos lá”, relatou Little B. em entrevista ao GMC Online.

O ‘Hits Perdidos’ é um dos mais aclamados canais de divulgação de artistas independentes do Brasil, de acordo com a vocalista da banda. “Quem acompanha esses meios de divulgação cultural sabe o quão importante é aparecer por lá, principalmente na Hits, que faz um trabalho muito lindo e já lançou muitos artistas que nos inspiram por aí. Sempre vejo bandas por lá que acabam fazendo sucesso, então estar na lista com outras pessoas que admiramos é uma grande experiência, além de trazer uma satisfação em saber que estamos fazendo um bom trabalho, que está sendo reconhecido e que tem tudo para ficar ainda melhor. Esperamos poder aparecer cada vez mais nesses espaços para compartilhar nossas experiências e fazer novos contatos”, frisa a vocalista.

No Land for Young Folk

Na tradução livre, ‘No Land for Young Folks’ significa ‘sem terra para os jovens’. A música fala sobre pessoas autênticas que encontram resistência de aceitação nos lugares. “Pessoas que criam e vivem sua liberdade. Um som sobre a diferença, sobre nossos grandes amigos, e também sobre a Little B. and the Mojo Brothers”, reforça Little B.

De acordo com ela, a ideia para o clipe sempre flertou com a influência estética, artística e surrealista já admirada por todos da banda: uma imagem vintage que trouxesse a atmosfera sessentista e setentista, sem perder o ar contemporâneo.

“Fizemos isso com a simulação de uma película super 8mm com o uso de paletas de cores mais frias. Durante o ano de 2020, eu e o Marco Antônio mergulhamos de cabeça no universo do audiovisual artístico e experimental, principalmente assistindo diversos filmes/videoclipes produzidos pelos Beatles. ‘A Day in the Life’, ‘Strawberry Fields’ e ‘Blue Jay Way’ foram minhas principais influências fotográficas. Ainda no quesito estético, abordamos a relação existente entre o mundo consciente e o onírico. Um jogo entre a realidade e aquilo que aparenta não fazer parte do comum, e sim, do mundo dos sonhos”, detalha a vocalista da banda.

Em relação à abordagem, a banda buscou retratar um pouco de suas vidas, da dinâmica do grupo e das artes que os cercam – inclusive os artistas que os rodeiam e que aparecem no clipe. “A nossa protagonista, Luísa Fregonezi, é uma super artista que cria a partir do caos que é a vida. Uma visionária! Eu, o Marco, a Nat e o Chor já havíamos comentado, desde o princípio da produção do clipe, que seria espetacular termos ela como personagem. Temos mais três grandes amigos que também aparecem por lá, e inclusive participaram da produção. O Ademir Kimura e a Roberta Stubs, grandes artistas visuais aqui de Maringá, e o Geno, que estava na produção por acaso e acabou se juntando a nós. ‘O que você se permite ser?’ e ‘até onde nós nos permitimos criar?’ seriam as principais perguntas que originaram tudo”, conta Little B.

A construção do clipe, em si, ocorreu de forma espontânea, sem um roteiro concreto, com cenas gravadas na Universidade Estadual de Maringá (UEM), no apartamento de um dos integrantes e até na praia. “A magia aconteceu mais durante o momento da montagem e da edição, e essa era mesmo a nossa proposta: um vídeo documental experimental”, frisa a vocalista da banda Little B. and the Mojo.

Assista o clipe:

A banda 

A banda Little B. and the Mojo começou em 2016 com Little B. no vocal e Marco Antônio – atual guitarrista, backing vocal e compositor – e Marco Polo no baixo. Antes de vir para Maringá, os três moravam em Presidente Prudente (SP). Júnior Bezagio assumiu a bateria, antes do Chor entrar.

“Foi tudo muito rápido e o entrosamento foi muito bom desde o início: Marco Antônio e Marco Polo eram irmãos e já tinham experiências em tocar juntos, eu já havia tocado com o Marco Polo, e o Júnior era incrivelmente profissional e legal. Inclusive, o Júnior ele era tão profissional que às vezes as datas que ele tinha disponíveis não batiam com a agenda da banda. Um dia então tivemos que encontrar uma pessoa para substituir ele em um show importante, e essa pessoa era o Chor. Depois que o Chor entrou na banda, o Marco Polo teve que sair. Por fim, em 2019, a Nat, que já estava meio na equipe antes como técnica de som, fotógrafa, filmmaker… chegou e assumiu o baixo na banda”, relata.

No início, o foco da banda Little B. and the Mojo era blues e soul: Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Stevie Ray Vaughan, Bonnie Raitt, Eric Clapton, Robert Johnson, Amy WineHouse e outros, além de alguns rockabillys – estilo rock and roll do anos 50. Com o tempo, e principalmente com as experiências dos novos integrantes e identificação com outras atitudes e sons, a banda acabou trilhando um caminho um pouco diferente.

“Hoje nós somos uma banda de rock and roll. É isso. Mas, o conceito de rock é muito amplo, então precisamos definir melhor: uma banda de rock and roll psicodélico, com forte influência do rock sessentista e setentista e do blues. Rock psicodélico é aquele que traz elementos do mundo surreal, com timbres, melodias e momentos do som no qual nos desprendemos do real, baseado no movimento psicodélico, muito forte dos anos 60 e 70. O blues… bem, o blues é a origem do rock. Disso, não tem como fugir. O blues corre nas veias do rock. E o blues corre nas nossas veias – somos todos grandes apreciadores”, afirma Little B.

2019 foi um ano glorioso para a banda, com shows em praticamente todos os fins de semana, às vezes dois por dia. Mas em março de 2020, mais especificamente no dia 14, a banda fez seus últimos shows e, em seguida, tudo fechou. E foi justamente durante a pandemia que as produções autorais começaram a ganhar vida. 

“Sentíamos que faltava algo. Não que fazer interpretações não fosse legal – adaptamos o som do nosso jeito, dando a nossa cara – mas estávamos em um momento muito criativo, buscando nossa identidade. […] Eu e o Marco Antônio, além de parceiros musicais, somos companheiros e moramos juntos, portanto, nosso isolamento está sendo em conjunto, e ano passado começamos a trabalhar na ideia de iniciarmos as produções próprias enquanto ficávamos em casa. Foi difícil: demorou cerca de um mês para termos alguma inspiração, e foi quando criamos juntos o riff e a melodia de ‘No Land For Young Folks’, eu no baixo e ele com a guitarra”, relata Little B.

E vem mais produção autoral por aí, segundo a vocalista. “Acordei um dia e tive um sonho incrível, peguei um papel e escrevi uma letra de uma vez. Não era a letra de No Land for Young Folks, era outra – que iremos lançar nesse ano ainda, uma baladinha chamada Ballad of a Sad Son -, e era incrível: consegui expressar um sentimento íntimo de uma forma que me agradou pela primeira vez. Depois, meio que as palavras foram saindo. Uma grande inspiração que me ajudou muito com essa parte foi a coleção de filmes Anthology, dos Beatles. […] A partir disso, criei a letra do nosso primeiro single lançado, que foi No Land for Young Folks, e depois, escrevi mais quatro ou cinco sons meio que na sequência, que, se tudo der certo, vocês poderão ouvir ainda esse ano em um álbum”, finaliza Little B.

Sem previsão de voltar aos palcos, a banda tem investido na produção de músicas, lives, vendas de merchan da banda, material visual e audiovisual. A produção de sons autorais é o principal foco agora, buscando investimento em financiamentos públicos e privados, por meio de editais de cultura e patrocínios/parcerias.

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