Escritora de Maringá é finalista do 64º Prêmio Jabuti de Literatura

A jovem Hada Maller, de 22 anos, é graduada em Comunicação e Multimeios pela Universidade Estadual de Maringá. Diagramadora, mas com um amor pela escrita, ela decidiu fazer um livro como TCC, Trabalho de Conclusão de Curso.
O resultado foi tão positivo que além de já ser uma conquista, lançada na Flim de 2021, a publicação tornou-se algo ainda maior.
“A ilha dos sentimentos perdidos” é a obra que colocou Hada entre os 10 finalistas do 64º Prêmio Jabuti de Literatura, na modalidade de contos.
Ela relata que foi uma surpresa quando viu seu nome entre os classificados.
“Eu me inscrevi em vários prêmios, e alguns não consegui ser classificada. Na minha cabeça o Jabuti nem estava mais concorrendo. Aí recebi o email com a lista dos finalistas. Quando entrei para ver quem eram, vi meu nome […] foi uma surpresa”, afirma a escritora.
O livro de Hada foi publicado de forma totalmente independente, graças a uma vaquinha virtual. A obra foi pensada e elaborada como uma proposta de intervenção a pouca representatividade de pessoas com deficiência na literatura.
“Eu idealizei, fiz toda a parte de pesquisa antes, sobre a representatividade de pessoas com deficiência na literatura. O produto, que seria o livro, foi uma proposta de intervenção à falta de representatividade que encontrei na pesquisa. Corrigindo erros de livros que me foram apontados, para não repetir os mesmos preconceitos e estereótipos que encontrei na pesquisa. O trabalho foi desde a pesquisa, idealização, até a produção e campanha de marketing. A gente fez por financiamento coletivo porque não tinha o valor para poder imprimir os livros. E deu tudo certo, com isso pude aproveitar o lucro dos direitos autorais para imprimir mais versões. Hoje, eu mesma vendo ele de forma independente”, conta.
Impulsionada pelo professor orientador, ela inscreveu o livro em uma das maiores premiações do país e deixou os 4.290 inscritos na peneira fina. Agora é torcer pelo resultado.
“Já é uma honra estar entre os 10 finalistas. É um sonho que não imaginava, ainda mais com o primeiro livro. Quem me ajudou a pensar no prêmio Jabuti foi o meu orientador […] Estou feliz, muito feliz. Independente do resultado, não tenho nem como mensurar a felicidade”, fala Hada.
A próxima fase do Prêmio Jabuti está marcada para o dia 8 de novembro.
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