‘Quero almoçar com Leonardo DiCaprio’, diz Wagner Moura sobre resultados do Oscar


Por Agência Estado

Em nova entrevista à Variety, Wagner Moura falou sobre a indicação histórica ao Oscar por O Agente Secreto e revelou o que espera para os próximos anos de sua carreira – trabalhar com grandes diretores e artistas.

Questionado sobre como se sente após a indicação ao maior prêmio do cinema, Moura disse ser complexo. “Profissionalmente, este é provavelmente o momento de maior reconhecimento da minha carreira. Mas a vida não para. Após a indicação abracei minha esposa e meus filhos, e então a vida continuou. Isso me mantém com os pés no chão”, disse.

“Este é um momento lindo, especialmente porque é um filme brasileiro recebendo essa atenção. Estou realmente feliz. Mas já vivi o suficiente para entender que isso não é a vida real. Assim que a euforia passar, serei marido e pai novamente”, acrescentou.

O ator também confessou que, nos próximos anos, quer continuar trabalhando com grandes diretores. “Adoraria trabalhar com Paul Thomas Anderson. Adoraria estar em um filme dirigido por Martin Scorsese. Quero almoçar com Leonardo DiCaprio, que tem mais ou menos a minha idade. Essas são coisas que espero que esta indicação facilite – o acesso a diretores e artistas como esses. Se esta indicação me trouxer alguma coisa, será isso – ser considerado. Isso já seria o suficiente”, afirma Moura.

O encontro com DiCaprio já é uma realidade: em fevereiro, o Oscar fará seu tradicional almoço dos indicados ao prêmio. Moura concorre com o americano na categoria de Melhor Ator, em que também estão Timothée Chalamet, Michael B. Jordan e Ethan Hawke.

À Variety, o brasileiro ainda avaliou a representatividade latina em Hollywood e os estereótipos. “A quantidade de ofertas que recebi depois de Narcos para interpretar exatamente o mesmo tipo de personagem… Tive que dizer não porque é uma percepção que existe sobre o nosso povo. Foi ótimo, mas eu não quero continuar reforçando esse estereótipo”, disparou.

“Eu queria interpretar jornalistas, médicos, engenheiros – seja lá o que formos. Somos a maior parte desta sociedade. Quero interpretar os mesmos personagens que os atores brancos americanos interpretam. Não preciso interpretar um cara chamado José. Me dê o Michael, e sabe o que acontece? O cara vai falar exatamente como eu falo, com este sotaque. Porque eu represento muitas pessoas que falam exatamente como eu”, concluiu.

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