A história do basquete feminino reunido às pressas que já conquistou um título


Por Geovan Petry/CBN Maringá
Foto: Divulgação

A equipe Master de basquete feminino de Maringá reúne mulheres de várias profissões e de idades entre 30 e 67 anos. Juntas há um mês, participaram de competições e conquistaram um título. Elas mostram irreverência, disposição e charme pelas quadras.

Na correria do dia a dia, trabalho, filhos, estudos, nem sempre é possível fazer atividades físicas e muito menos participar de uma equipe para disputar partidas. Para algumas mulheres de Maringá, existe tempo para isso, sim!

esmo com o cansaço, dores e outras questões ligadas, talvez, a idade, 12 mulheres com 30 até 67 anos, a convite do Sergio Paulo Abujanra Jr., um incentivador do esporte, tomaram a decisão de unir forças e formar não apenas uma, mas duas equipes de basquete. De acordo com Sergio Paulo, a ideia saiu do papel perto de acontecer o 15º Torneio Internacional de Basquete que foi realizado em Maringá no início do mês.

“Esse torneio começou a ter categoria feminina. Nós estávamos com dificuldade de buscar meninas para esse torneio”, disse Sergio.

O basquete é um esporte que requer fôlego e condicionamento físico em dia. A professora e jornalista Valdete da Graça explica que, mesmo com a exigência, uma ajuda a outra. Principalmente ela com 60 anos e a Cida que tem 67.

“Gasta-se muita caloria durante o jogo, porque você corre, defende, ataca, pega rebote, arremessa. Então você utiliza bastante as pernas, especialmente o joelho. […] É um esporte cansativo, mas, como eu te falei, uma vai compensando a outra”, disse Valdete.

Outra atleta, Milena Bonifacio Zim, tem 39 anos, é educadora física, casada e mãe de três filhos. Ela conta que sempre gostou do esporte desde pequena. No retorno às quadras, depois do primeiro torneio, ela e o time decidiram participar dos jogos abertos de Maringá.

“Está muito legal. A gente tem esse campeonato, os Jogos Abertos de Maringá, que a gente está jogando. Conseguimos montar dois times”, disse Milena.

A Silvana Costa Tomaello joga na equipe como pivô. Desde os 14 anos no basquete, participou de jogos escolares, entrou na seleção juvenil e seleção adulto feminino de Maringá. Aos 21 anos parou de jogar e retornou agora aos 41. Ela conta que está muito feliz em voltar às quadras.

“A felicidade de rever minhas amigas e jogar basquete depois de 20 anos não tem igual. […] Juntamos as meninas dentro de um mês, treinamos e conquistamos título já”, disse Silvana.

Como a equipe é nova, não existe um lugar fixo para os treinamentos que acontecem apenas uma vez por semana. As atividades são realizadas na Universidade Estadual de Maringá e outras vezes no ginásio Valdir Pinheiro. Mesmo com essas dificuldades, os treinos são realizados e as meninas não veem a hora de se encontrar.

E o que fazer depois que acabar o campeonato? A Valdete da Graça tem tudo anotado. É só esperar.

“A hora que acabar esse campeonato a gente consiga ainda manter esse time, manter esse grupo bastante unido que a gente está tendo agora”, disse Valdete.

As próximas adversárias são as equipes Só Fridas e o Galeria 2, time que também foi resultado da reunião de mulheres que gostam de basquete.

E como diz a Silvana: é o basquete renovando a cidade de Maringá, seja com que idade for, quase sem tempo de treinar e competir. Porém, com muita alegria e risadas.

“É o basquetebol renovando a cidade de Maringá. Estou tão feliz, que você nem imagina”, disse Silvana.

Ouça na CBN Maringá.

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