Carlos Alcaraz venceu uma enorme batalha nesta sexta-feira, 30, e avançou para a final do Australian Open. O espanhol, número um do mundo, derrotou o alemão Alexander Zverev, terceiro do ranking, por 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 7/6 (7-5), 6/7 (3-7), 6/7 (4-7) e 7/5.
A partida teve 5h27 de duração. Foi a semifinal mais longa da história do Grand Slam australiano, superando o duelo entre Rafael Nadal e Fernando Verdasco. Carlos Alcaraz irá decidir o Australian Open pela primeira vez na carreira.
Alcaraz e Zverev fizeram uma partida espetacular, marcada por drama, revolta e superação. O espanhol sentiu cãimbras musculares e chegou a vomitar durante o jogo da semifinal. Carlos Alcaraz precisou receber atendimento médico e atuou no sacrifício a partir do terceiro set.
Alexander Zverev, inclusive, reclamou do atendimento médico pelo qual passou o adversário. O alemão alegou que quadros de cãimbras não devem receber o atendimento dos profissionais de saúde.
“Não é possível que vocês estejam permitindo que ele receba atendimento por câimbras. Ele não está lesionado. Sempre assim, vocês protegendo esses dois caras (Alcaraz e Sinner)”, disparou Zverev ao fiscal na quadra.
Carlos Alcaraz foi superior nos dois primeiros sets, apesar do duelo equilibrado. Fechou a primeira parcial em 6-4 e a segunda no tie-break. A partir do terceiro set, o espanhol passou a sofrer com os problemas físicos. Ainda assim, lutou muito em quadra. Mas Zverev foi mais competente nos momentos decisivos e ganhou dois tie-breaks em sequência.
Zverev abriu o quinto set com uma quebra de serviço. O alemão teve a chance de sacar para o jogo em 5 a 4. Mas Alcaraz reagiu de forma incrível. Quebrou o serviço de Zverev, virou o duelo e conseguiu uma vitória épica por 7 a 5.
“Foi uma das partidas mais duras da minha carreira. Sempre digo que a chave está em acreditar e seguir. Eu coloquei meu coração nessa partida. Estou orgulhoso de mim mesmo por como lutei e pelo que consegui levantar no quinto set”, afirmou Alcaraz.
“Não sei como consegui, o tênis é um esporte que às vezes é cruel, outras vezes maravilhoso”, complementou Alcaraz a Eurosport.