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01 de fevereiro de 2026

Conheça a história do Edmilson, atleta da região de Maringá que venceu uma maratona com cacos de vidro encravados no pé


Por Thiago Danezi Publicado 28/09/2025 às 08h37
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Aos 57 anos, Edmilson Rodrigues é sinônimo de resistência e superação. Atualmente morador de Sarandi, município vizinho a Maringá, o atleta soma mais de três décadas de dedicação ao atletismo, colecionando títulos em corridas de rua e maratonas dentro e fora do Brasil. Campeão da Maratona Internacional de Florianópolis em 2023 e quarto colocado na Maratona de Miami, em 2005, ele compartilhou sua trajetória em entrevista ao Portal GMC Online, marcada por obstáculos que transformou em combustível para seguir adiante.

Nascido na zona rural de Astorga, no Paraná, Edmilson conheceu a corrida ainda criança. Sem treinar e calçando tênis emprestados, participou de uma prova de 2 km na cidade. Para surpresa de todos, inclusive dele mesmo, cruzou a linha de chegada em segundo lugar. “Ali nasceu o sonho. Pensei: se cheguei em segundo sem treinar, imagina se me dedicar?”, lembra.

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Foto: Arquivo Pessoal

A infância e a juventude foram de muito trabalho. Edmilson ajudava a família na lavoura e enfrentou jornadas duras de serviço antes de treinar. Ainda assim, nunca deixou o atletismo de lado. “Muitos diziam que eu não conseguiria. Mas a corrida sempre falou mais alto”, conta.

O caco de vidro no pé

Um dos episódios mais emblemáticos da carreira de Edmilson aconteceu na Maratona Internacional de Florianópolis em 2023. Durante a prova, um caco de vidro ficou encravado em seu pé. A dor foi intensa, mas ele se recusou a abandonar. Seguiu firme até a linha de chegada e, mesmo machucado, cruzou em primeiro lugar. “Corri com o vidro no pé. Quando terminei, precisei ir direto ao hospital. Mas aquele título foi inesquecível”, relembra.

A persistência ao longo dos anos também o levou a conquistar espaço internacional. Em 2005, Edmilson disputou a Maratona de Miami, nos Estados Unidos, e terminou na 4ª colocação. “Era um sonho disputar uma prova fora. Estar entre os primeiros em outro país foi a realização de um desejo de menino”, afirma.

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Foto: Arquivo Pessoal

Depois de muitos anos conciliando treinos e trabalhos pesados, Edmilson conseguiu algo raro para atletas amadores: passou a viver exclusivamente do esporte. “Muitos atletas trabalham o dia inteiro e ainda arrumam tempo para correr. Eu conquistei a chance de me dedicar só ao atletismo. Isso é uma vitória pessoal”, diz orgulhoso.

Inspiração para novos talentos

Hoje, Edmilson Rodrigues não carrega apenas medalhas no peito, mas também a missão de inspirar outros corredores. O corredor treina jovens atletas e busca mostrar que, com disciplina e fé, é possível vencer mesmo diante das dificuldades. “Sempre digo que nunca é tarde para correr atrás dos sonhos. Se eu consegui, qualquer um pode”, afirma.

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