
A derrota para o Guarani nesta segunda-feira, 11, por 5 a 0, aumentou a pressão sobre o técnico Moisés Egert no Maringá FC. O revés se tornou o maior da história do time como mandante e atesta um início muito oscilante na Série C do Brasileirão.
A “gangorra” de desempenho, com três vitórias e três derrotas, o melhor ataque e a pior defesa da competição, colocam dúvidas nos torcedores pela permanência de Egert no comando, especialmente pela falta de controle dos jogos, mesmo nos triunfos. O treinador, no entanto, acredita na continuidade do trabalho, mesmo colocando a decisão sob responsabilidade da diretoria.
— Não, não temo [a demissão]. Hoje eu sou o treinador. Conhecendo essa diretoria, acredito que o trabalho continua. Mas, como você falou, é futebol. Tudo pode acontecer. Mas acredito que o trabalho continua. E essa pergunta, ela nem é tanto para mim. Hoje eu venho aqui contigo e falar sobre o porquê nós perdemos de 5 a 0. A continuidade fica nas mãos da diretoria — disse Egert na entrevista coletiva após a partida.
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— Eu falo diretamente com o nosso torcedor. Qualquer coisa que eu vá falar aqui, a partir de agora, não sei se eu vou conseguir convencê-los. Primeiramente, pedir desculpas para o nosso torcedor. Veio aqui numa segunda-feira à noite, no frio, veio com a expectativa, como nós, e perspectiva de uma grande partida, diante de um Guarani, e saiu daqui envergonhado. A gente não jogou como se tem que jogar, diante de um adversário desse tamanho. Jogos assim, a margem de erro tem que ser mínima, tem que ser zero. Os primeiros minutos decidiram praticamente o jogo — lamentou o treinador.
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Com os cinco gols do Bugre, o Dogão chega a 17 gols sofridos em seis partidas, uma média de 2,8 gols por jogo. Os números também pioraram graças à derrota por 4 a 1 para o Ituano na quarta rodada. Apesar de serem duas goleadas, Moisés Egert entendeu que o time teve posturas diferentes em cada jogo e qua a derrota para o Guarani não teve nada do que foi trabalhado até aqui.
— Nós não temos time para jogar como jogamos, para sofrer um placar como esse. […] O 4 a 1 com o Ituano, foi o 4 a 1 lutando, tentando, números bons. A gente tentou, a gente brigou, a gente teve coragem mesmo com um a menos. Hoje não, hoje foi algo diferente daquilo que nós vínhamos fazendo dentro da competição.
Esbarramos em um dia difícil, um adversário que jogou a decisão. Acho que nós não jogamos a decisão. […] Nós não vamos jogar mais assim. Isso nunca mais vai acontecer. Enquanto eu estiver aqui também. Você pode ter certeza disso. Vai ser um Maringá diferente.
Reconhecendo o problema defensivo, exposto desde o Campeonato Paranaense, o treinador lamentou as ausências de jogadores lesionados, como o zagueiro Wendel Lomar e o lateral esquerdo Thiago Rosa, titulares da equipe, e foi questionado sobre as falhas individuais, que têm sido recorrentes nas partidas. Egert, no entanto, preferiu não responsabilizar nenhum atleta.
— 17 gols é preocupante, nós temos que estancar o mais rápido possível isso. Não vamos nomear, não quero individualizar, não vamos expor ninguém — afirmou Egert.
O Maringá FC continua no G8, com nove pontos, e volta a campo no próximo sábado, 16, diante do Ypiranga, em Erechim, pela sétima rodada do Brasileirão Série C.