Colocou o cargo à disposição? Moisés Egert fica pressionado após derrota histórica


Por Felippe Gabriel
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Moisés Egert acredita na permanência no Maringá FC | Foto: Fernando Teramatsu/MFC

A derrota para o Guarani nesta segunda-feira, 11, por 5 a 0, aumentou a pressão sobre o técnico Moisés Egert no Maringá FC. O revés se tornou o maior da história do time como mandante e atesta um início muito oscilante na Série C do Brasileirão.

A “gangorra” de desempenho, com três vitórias e três derrotas, o melhor ataque e a pior defesa da competição, colocam dúvidas nos torcedores pela permanência de Egert no comando, especialmente pela falta de controle dos jogos, mesmo nos triunfos. O treinador, no entanto, acredita na continuidade do trabalho, mesmo colocando a decisão sob responsabilidade da diretoria.

— Não, não temo [a demissão]. Hoje eu sou o treinador. Conhecendo essa diretoria, acredito que o trabalho continua. Mas, como você falou, é futebol. Tudo pode acontecer. Mas acredito que o trabalho continua. E essa pergunta, ela nem é tanto para mim. Hoje eu venho aqui contigo e falar sobre o porquê nós perdemos de 5 a 0. A continuidade fica nas mãos da diretoria — disse Egert na entrevista coletiva após a partida.

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— Eu falo diretamente com o nosso torcedor. Qualquer coisa que eu vá falar aqui, a partir de agora, não sei se eu vou conseguir convencê-los. Primeiramente, pedir desculpas para o nosso torcedor. Veio aqui numa segunda-feira à noite, no frio, veio com a expectativa, como nós, e perspectiva de uma grande partida, diante de um Guarani, e saiu daqui envergonhado. A gente não jogou como se tem que jogar, diante de um adversário desse tamanho. Jogos assim, a margem de erro tem que ser mínima, tem que ser zero. Os primeiros minutos decidiram praticamente o jogo — lamentou o treinador.

Com os cinco gols do Bugre, o Dogão chega a 17 gols sofridos em seis partidas, uma média de 2,8 gols por jogo. Os números também pioraram graças à derrota por 4 a 1 para o Ituano na quarta rodada. Apesar de serem duas goleadas, Moisés Egert entendeu que o time teve posturas diferentes em cada jogo e qua a derrota para o Guarani não teve nada do que foi trabalhado até aqui.

— Nós não temos time para jogar como jogamos, para sofrer um placar como esse. […] O 4 a 1 com o Ituano, foi o 4 a 1 lutando, tentando, números bons. A gente tentou, a gente brigou, a gente teve coragem mesmo com um a menos. Hoje não, hoje foi algo diferente daquilo que nós vínhamos fazendo dentro da competição.

Esbarramos em um dia difícil, um adversário que jogou a decisão. Acho que nós não jogamos a decisão. […] Nós não vamos jogar mais assim. Isso nunca mais vai acontecer. Enquanto eu estiver aqui também. Você pode ter certeza disso. Vai ser um Maringá diferente.

Egert concedeu entrevista coletiva após a derrota para o Guarani | Foto: Reprodução/MFC TV

Reconhecendo o problema defensivo, exposto desde o Campeonato Paranaense, o treinador lamentou as ausências de jogadores lesionados, como o zagueiro Wendel Lomar e o lateral esquerdo Thiago Rosa, titulares da equipe, e foi questionado sobre as falhas individuais, que têm sido recorrentes nas partidas. Egert, no entanto, preferiu não responsabilizar nenhum atleta.

— 17 gols é preocupante, nós temos que estancar o mais rápido possível isso. Não vamos nomear, não quero individualizar, não vamos expor ninguém — afirmou Egert.

O Maringá FC continua no G8, com nove pontos, e volta a campo no próximo sábado, 16, diante do Ypiranga, em Erechim, pela sétima rodada do Brasileirão Série C.

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