Dez anos, 20 títulos e peça principal de uma engrenagem que transformou o então modesto Manchester City em uma potência do cenário mundial. Para falar de tudo isso, Pep Guardiola não conseguiu esconder a emoção na entrevista coletiva desta sexta-feira. De saída do clube, ele fez um balanço desse período e não quis falar sobre futuro.
“Dez anos é muito tempo, e acho que o Manchester City precisa de um novo treinador, de uma nova energia, com esses jogadores incríveis que temos agora, para começar a escrever um novo capítulo”, afirmou o treinador catalão.
Questionado sobre os próximos passos, ele foi direto ao ponto. “Não vou responder. Não há planos para treinar por um tempo. Senão, eu estaria aqui. Preciso dar um passo para trás. Preciso respirar um pouco e não vou treinar por um tempo”.
Na conversa com os jornalistas, ele disse ainda que comunicar aos jogadores a decisão de encerrar a sua passagem (a conversa aconteceu na manhã desta sexta) foi um momento bastante complicado. “O discurso foi um desastre. Estava mais nervoso do que nunca”, comentou Guardiola.
Grato pelas homenagens que o clube divulgou (vai ganhar uma estátua e um setor do Etihad Stadium vai ser bartizado com r o seu nome), o treinador deixou em aberto a possibilidade de continuar ligado, de alguma forma, ao grupo City, mesmo que não seja na função de treinador.
No final, Guardiola sintetizou esse momento de despedida com bastante serenidade. “Deixo o City com uma incrível sensação de paz na alma, sabendo que dei tudo por este clube, deixando-o numa posição melhor e sabendo que as pessoas desfrutaram do que conquistamos ao longo destes dez anos”, encerrou.