Prefeitura de Maringá e Sancor Vôlei voltaram a se pronunciar sobre as negociações pela permanência do time na cidade, que ainda não teve uma definição. Uma fala do secretário de Esportes e Lazer, Paulo Biazon, expôs alguns detalhes da relação entre as partes, como os recursos públicos repassados ao time e as movimentações do prefeito Silvio Barros em relação à proposta feita pela Prefeitura de Londrina. Como consequência, o time de vôlei emitiu uma nota rebatendo algumas declarações.
Biazon esteve na Sessão Ordinária da Câmara dos Vereadores de Maringá desta quinta-feira, 16, e, entre outros assuntos, falou sobre a indefinição do vôlei – leia a fala na íntegra abaixo. Segundo o secretário, o projeto social Amavôlei, que funciona como categoria de base para o Sancor Maringá, recebe quase R$ 500 mil por ano em recursos públicos, mas a Prefeitura ainda investe cerca de R$ 400 mil adicionais de forma “indireta”. A destinação desses recursos adicionais, no entanto, não foi especificada.
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Ainda em termos financeiros, Biazon afirmou que a Prefeitura, com os recursos destinados à Amavôlei, pagou a inscrição de atletas profissionais na Superliga Feminina.
— Foi emitido uma nota oficial dizendo que a Prefeitura de Maringá não ajuda o time principal, só a categoria de base [AMAVÔLEI]. Nós temos uma nota fiscal que mostra que a Prefeitura de Maringá, com o recurso que vai para a categoria de base, pagou 15 inscrições da Superliga Feminina. Então a Prefeitura ajuda, mesmo que em pouca quantidade — declarou Paulo Biazon na Câmara.
Em nota – leia na íntegra abaixo -, o Sancor Maringá rebateu a declaração, afirmando que as inscrições de atletas para competições oficiais por meio da Prefeitura não são feitas para a Superliga, mas sim para Jogos da Juventude e Jogos Abertos, quando o time representa o nome da cidade.
— Esclarecemos que a equipe realiza, sim, a inscrição de atletas para participação de competições oficiais, como Jogos da Juventude e Jogos Abertos, e não inscrição para a Superliga. Esses registros são necessários e obrigatórios para vincular as atletas ao município, possibilitando que a equipe represente a cidade de Maringá na modalidade — explicou o time em nota.
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‘Não estamos leiloando o projeto’
Em outro momento da sabatina na Câmara, Paulo Biazon afirmou que a Prefeitura de Maringá solicitou ao Sancor Vôlei que enviasse a proposta feita pela Prefeitura de Londrina, para que o prefeito Silvio Barros analisasse uma forma de cobrir o valor. No entanto, segundo o secretário, a equipe não enviou a documentação.
Já a equipe apresentou outra versão, afirmando que não foi questionada sobre os valores da proposta de Londrina pela administração maringaense.
— Reforçamos que não estamos leiloando o projeto. O que buscamos é o apoio mínimo necessário para a manutenção da equipe e a continuidade da representação de Maringá no cenário nacional do voleibol feminino — acrescentou o Sancor Maringá em nota.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Londrina, por meio da Fundação de Esportes e Lazer (FEL), preferiu não se pronunciar a respeito da situação e informou, em nota, que segue em tratativas com o Sancor Maringá. Leia:
“A Fundação de Esportes de Londrina (FEL) informa que segue em tratativas com a direção do Sancor Vôlei e mais detalhes sobre as negociações serão anunciados nos próximos dias.”
Por fim, o secretário Biazon estimou que o fim das negociações está próximo e que uma reunião será realizada nos próximos dias com a possível presença de patrocinadores privados do time.
Conforme apurado pelo GMC Online, o desejo do Sancor Maringá é definir a a situação até a próxima semana, para não afetar o planejamento da próxima temporada da Superliga. A equipe precisa enviar à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) toda a documentação para a regularização do time na competição após o término da atual edição, que tem final marcada para o dia 3 de maio.
Leia a fala de do secretário Paulo Biazon na íntegra:
“O vôlei sempre foi uma das modalidades que mais foram privilegiadas na Secretaria. Hoje o vôlei recebe, diretamente, quase R$ 500 mil, e indiretamente quase mais R$ 400 mil, então a gente chega na faixa de R$ 1 milhão. Enquanto tem modalidade esportiva que recebe, por exemplo, R$ 25 mil por ano. Nós tornamos mais justa e democrática essa distribuição de recursos e isso gera um transtorno também.
Estávamos em conversa interna [com o Sancor Vôlei], saiu na nota oficial à imprensa e isso gerou um grande transtorno. Eu não sou contra o vôlei, eu tenho meu esporte do coração, mas nós mostramos que todos os esportes são necessários.
Também foi emitido uma nota oficial dizendo que a Prefeitura de Maringá não ajuda o time principal, só a categoria de base [AMAVÔLEI]. Nós temos uma nota fiscal que mostra que a Prefeitura de Maringá, com o recurso que vai para a categoria de base, pagou 15 inscrições da Superliga Feminina. Então a Prefeitura ajuda, mesmo que em pouca quantidade.
O prefeito Silvio Barros está em contato com o Prefeito de Londrina para receber a proposta que Londrina fez, porque nós pedimos para ver a proposta e o time não entregou. Queremos ver a proposta e ver como podemos ajudar e melhorar.
Provavelmente semana que vem tem a reunião final com o prefeito Silvio Barros, o time de vôlei e talvez alguns patrocinadores privados. Por que quando um esporte chega no alto rendimento, a gente sabe que dinheiro é infinito para conquistar uma medalha”.
Leia a nota oficial do Sancor Maringá na íntegra:
“Em relação à entrevista concedida pelo secretário de Esportes, Paulo Biazon, esclarecemos que a equipe realiza, sim, a inscrição de atletas para participação de competições oficiais, como Jogos da Juventude e Jogos Abertos, e não inscrição para a Superliga. Esses registros são necessários e obrigatórios para vincular as atletas ao município, possibilitando que a equipe represente a cidade de Maringá na modalidade.
Esclarecemos ainda que, em nenhum momento, fomos questionados pelo Poder Executivo de Maringá sobre os valores da proposta recebida da Prefeitura de Londrina.
Reforçamos que não estamos leiloando o projeto. O que buscamos é o apoio mínimo necessário para a manutenção da equipe e a continuidade da representação de Maringá no cenário nacional do voleibol feminino.”