Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

21 de março de 2026

Inter deve ficar ao menos 45 dias longe do Beira-Rio e procura sede temporária; veja bastidores


Por Agência Estado Publicado 15/05/2024 às 16h00
Ouvir: 00:00

Após retomar as atividades de treinamentos depois de 12 dias sem trabalhos, o Internacional busca agora uma definição sobre onde mandará seus jogos. O estádio Beira-Rio foi tomado pela água do Lago Guaíba na maior inundação da história de Porto Alegre e ficará sem atividades por, no mínimo, 45 dias. O próximo compromisso do time gaúcho está marcado para 28 de maio, contra o Belgrano, pela Copa Sul-Americana. Assim que definir onde vai jogar, o clube já deve deixar o Rio Grande do Sul para treinar em um local mais próximo.

Segundo uma fonte interna do Inter, há uma variedade de ofertas para sediar jogos do clube. A direção colorada, porém, toma cuidado para não “invadir” o itinerário do cotidiano de outras equipes. Além disso, o clube quer equilibrar o custo logístico, como viagens e hospedagens, e a distância para a torcida. É compreendido que a saída do Rio Grande do Sul, como deve acontecer com o Grêmio, mandando jogos em Bragança Paulista ou Curitiba, será inevitável.

Neste cenário, a capital paranaense é uma possibilidade, ainda mais se o rival for para o interior paulista. O estádio Couto Pereira, assim como o Nabi Abid Chedid, foi oferecido à dupla Gre-Nal. Santa Catarina também é avaliada. Nem todos os estádios observados, porém, cumprem exigências para sediar jogos da Conmebol. Essa é uma dificuldade para jogar próximo do Rio Grande do Sul.

Nos bastidores, contudo, assume-se que somente “entrar em campo é fácil”, mas que o Inter precisa das melhores condições para de fato competir nos torneios que disputa. Em 2024, são disputados jogos de Libertadores e Sul-Americana na Neo Química Arena, Allianz Parque, MorumBis, Arena MRV, Mineirão, Arena Pantanal, Maracanã e Engenhão. Gramado sintético está fora de cogitação, o que elimina os estádios de Athletico-PR, Palmeiras e Botafogo das possibilidades do Inter.

Se Grêmio e Inter rumarem para São Paulo, o Estado de São Paulo passará a “ter” seis clubes na Série A do Campeonato Brasileiro. Os gaúchos iriam somar-se ao trio paulistano (Corinthians, Palmeiras e São Paulo) e ao Red Bull Bragantino. Entre as opções do Inter estão ainda ofertas no Mato Grosso.

Cascavel (PR) e Chapecó (SC) fazem parte de duas regiões com grande concentração de gaúchos e da torcida colorada e poderiam oferecer um cenário favorável ao Inter. Os estádios, porém, apresentam dificuldades para adequação ao padrão das competições continentais. Não é visto como ideal mandar jogos em dois locais diferentes, um para torneios nacionais e outro para Sul-Americana.

O Inter só poderá voltar ao Beira-Rio após cerca de dois meses. As atividades de treino poderiam, então, ser no próprio estádio ou em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde fica o CT da base colorada. Um problema surge neste cenário: o Aeroporto Salgado Filho, também atingido pelas enchentes, ficará sem operar voos até setembro. Para chegar à capital gaúcha, seria necessário pousar na Base Aérea de Canoas, em uma operação ainda não viabilizada, mas considerada pelo poder público.

Na Série A, somente o Juventude deve jogar em casa, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. São necessários pequenos reparos na estrutura do local. Caxias do Sul sofreu mais com deslizamentos e um tremor de terra do que com enchentes. O clube retomou os treinamentos na terça-feira desta semana. Já o trio gaúcho da Série C (Caxias, Ypiranga e São José) pediu à CBF a paralisação do torneio, a exemplo do que fizeram as equipes do Rio Grande do Sul da primeira divisão.

O último jogo do Grêmio foi o 0 a 0 contra o Operário pela Copa do Brasil, em 30 de abril. Já o Inter entrou em campo pela última vez contra o Atlético-GO, no empate por 1 a 1 pelo Brasileirão, dia 28 de abril. Na mesma data, o Juventude também o último jogo, um empate contra o Athletico-PR por 1 a 1.

Porto Alegre ainda vive efeitos da enchente. O Lago Guaíba, que cerca a cidade, chegou na maior cheia já registrada (5,3 metros). A última atualização, feita na terça-feira, apontava 5,22m, enquanto a metragem de inundação é de 3m. A enchente, na capital, contudo, pode ser menor desta vez, já que o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) fez a manutenção das caixas de bombeamento, que escoam água antes de inundar a cidade e falharam na primeira vez. O Rio Grande do Sul tem 149 mortes em decorrência do desastre. A Defesa Civil contabiliza, ainda, 108 desaparecidos.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esportes

Chuva abre buraco na pista em Goiânia e atrasa programação da MotoGP no Brasil


A programação deste sábado, 21, no Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, em Goiânia, sofreu atraso após um problema na…


A programação deste sábado, 21, no Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, em Goiânia, sofreu atraso após um problema na…

Esportes

Vanderlei Luxemburgo apresenta melhora após internação, mas continua sob cuidados na UTI


Hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Thereza, em Palmas, capital do Tocantins, o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo apresentou…


Hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Thereza, em Palmas, capital do Tocantins, o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo apresentou…

Esportes

Jogador fica fora de convocação do Irã após foto com autoridades de Dubai


Sardar Azmoun, um dos nomes mais frequentes nas convocações da seleção do Irã nos últimos anos, ficou fora da lista…


Sardar Azmoun, um dos nomes mais frequentes nas convocações da seleção do Irã nos últimos anos, ficou fora da lista…