
Enquanto os londrinenses fãs do vôlei feminino comemoram a chegada de uma equipe profissional no Moringão, ginásio com capacidade para 7,5 mil torcedores, os maringaenses que apreciam o esporte lamentam a despedida da equipe que, em média, levava mais de 2 mil torcedores ao Chico Neto e que desde a temporada de 2021/22 divulgava nacionalmente o nome da Cidade Canção.
Ao mesmo tempo que torcedores lamentam a perda, buscam explicações sobre o que teria levado a equipe comandada pelo técnico Aldori Junior trocar Maringá por Londrina, terceira e segunda maiores cidades do Paraná, respectivamente. Na tarde desta sexta-feira, 22, uma nota oficial da Prefeitura de Maringá diz que “fez o possível para manter o time de vôlei feminino no município”.
Recursos emergenciais
A nota à impressa reporta que “em 26 de março, o clube informou sobre a grave crise financeira e anunciou um convite do município de Londrina, condicionando a permanência em Maringá à liberação de R$ 800 mil para sanar as dívidas contraídas pela gestão do clube, sendo que R$ 300 mil precisariam ser repassados até 30 de maio”.
“O prefeito recebeu as demandas e solicitou a formalização da proposta, procedimento necessário para concessão de apoio público garantindo a responsabilidade no uso do dinheiro do contribuinte”. O time a formalizou no dia 27 de março e “a Prefeitura iniciou a busca por soluções, descobrindo, em 3 de abril, que a equipe já havia retirado o piso emborrachado do Chico Neto e levado para Londrina”.
“Em 4 de maio houve uma nova reunião entre o prefeito Silvio Barros e a diretoria do time. No encontro, a Prefeitura se comprometeu a disponibilizar os R$ 300 mil considerados emergenciais pelo clube e, ainda, a ajudar na busca de patrocínio para complementar o valor total de R$ 800 mil pedido para a participação na próxima temporada”, diz a nota enviada pela assessoria de imprensa.
O que diz o time de vôlei
Procurada na tarde desta sexta-feira, 22, a assessoria de imprensa da equipe de vôlei apresentou a sua versão dos fatos. Afirmou que “não são R$ 800 mil por temporada. O time já tem (por direito) R$ 200 mil assegurados, que são destinados para a Base. Esse valor é um repasse que já estava atrasado desde janeiro deste ano”.
Acrescentou que “o pedido foi R$ 500 mil por temporada, mais os R$ 200 mil que já é o valor de direito para a Base. E a prefeitura aumentou R$ 100 mil, dentro desse valor de R$ 200 mil. Sendo assim, até a noite de terça-feira (19), a Prefeitura não tinha dado nenhuma certeza e nem garantia dessa proposta, adiando algumas vezes a definição, ao longo desses meses”.
Prosseguiu informando que “na quarta-feira (20) à tarde, quando o gestor e técnico Aldori, informou ao secretário de esportes Paulo Biazon que não permaneceria em Maringá, foi quando a Prefeitura de Maringá se prontificou e convocou, em cima da hora, uma reunião às 18 horas para dizer que acataria o nosso pedido. Mas já era tarde demais”.
Questionada sobre a oferta financeira de Londrina, a assessoria da equipe do vôlei respondeu que “o montante pode chegar até R$ 4 milhões. Serão R$ 800 mil de repasse da Prefeitura Municipal e o restante complemento de patrocinadores. Inicialmente eram R$ 2 milhões, porém ao longo dos meses foi ganhando maiores proporções”.
Informação incorreta
Quanto a informação divulgada por alguns veículos de comunicação de Londrina, segundo a qual o projeto de Base desenvolvido pela Amavolei ficaria em Maringá apenas até o final deste ano e, depois iria para Londrina, o próprio gestor e técnico da equipe, Aldori foi categórico: “O Amavolei vai ficar em Maringá, este ano, o ano que vem, no outro e sempre”.