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19 de março de 2026

Maringaense vence dores, cirurgias e completa as seis maiores maratonas do mundo


Por Thiago Danezi Publicado 01/06/2025 às 08h08
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A maringaense Suzie Caproni Ferreira Fortes alcançou um feito que a coloca entre um seleto grupo de corredores amadores do mundo: ela concluiu as seis principais maratonas globais (Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York) e conquistou a cobiçada Mandala das Six Majors, honraria concedida aos atletas que completam esse exigente circuito internacional.

Natural de Jacarezinho (PR) e criada em Jaguariaíva, Suzie reside em Maringá há anos, onde iniciou sua trajetória esportiva de forma mais consistente a partir de 2019. Desde então, aliando trabalho, treinos e vida pessoal, a juíza encontrou na corrida não apenas um esporte, mas uma forma de superação e transformação de vida.

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Foto: Arquivo Pessoal

“Comecei a correr muitos anos atrás, mas de forma esparsa, sem orientação. Era algo totalmente sem planejamento. Depois, tive sérios problemas de saúde, passei por duas cirurgias e fiquei anos sem praticar nenhum esporte”, relembra.

Foi só em 2018 que a mudança começou a tomar forma. Morando próxima a uma academia, Suzie decidiu procurar a Clinisport Prime apenas com o objetivo de sair do sedentarismo. Um ano depois, já com acompanhamento nutricional e rotina organizada, voltou a correr com mais constância.

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Foto: Arquivo Pessoal

Em 2019, participou da tradicional Corrida Tiradentes, em Maringá, e da São Silvestre, em São Paulo, ainda sem planilhas de treino ou preparação específica para provas. Em 2020, quando iria estrear em uma meia maratona em Florianópolis, veio a pandemia. Mas ao invés de parar, Suzie seguiu treinando em casa, mantendo a disciplina com planilhas de corrida e uma esteira profissional comprada no início do isolamento.

O primeiro grande desafio veio em janeiro de 2023, quando participou do Desafio Dopey na Disney (EUA) — quatro provas em quatro dias consecutivos, totalizando 78 km, incluindo uma maratona no último dia. A experiência foi determinante para que ela se sentisse preparada para encarar os 42 km de uma maratona oficial.

Foi então que Suzie conheceu as World Marathon Majors e decidiu que, se fosse para correr maratonas, queria fazer algo com propósito e significado. A primeira foi Berlim, em setembro de 2023, conquistada por sorteio. Em seguida, vieram Londres (via agência), Chicago (sorteio), Nova York, Tóquio (por doação a instituição de caridade) e, por fim, Boston, em abril de 2025 — a única das majors que não aceita inscrição por sorteio e exige índice ou doação a instituições específicas.

Entre uma prova e outra, foram muitos obstáculos. “Tive que lidar com lesões, dores intensas, treinei com medicação, fiz cirurgia em junho e voltei a treinar com menos de três meses para a maratona de Berlim. Teve prova que eu só soube que poderia correr dez dias antes, após liberação médica”, conta.

Ao concluir a Maratona de Boston, a última das seis, Suzie recebeu não só a medalha da prova, mas também a prestigiosa Six Star Finisher Medal, que representa a conquista das majors. “Foi uma emoção que transcende o esporte. É uma realização pessoal profunda”, resume.

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Foto: Arquivo Pessoal

Treinos intensos, rotina rígida e superação

A rotina de treinos era pesada: acordava às 5h para correr às 6h, já que trabalha o dia inteiro no Fórum. Nos picos de preparação, rodava cerca de 50 km por semana. Nos fins de semana, fazia os famosos “longões” — treinos de até 36 km, sempre acompanhada pelo marido.

Suzie também lembra com gratidão das amigas que a acompanharam nos treinos do primeiro ciclo, logo após sua cirurgia. “Elas se revezavam nos treinos para que eu não corresse sozinha. Isso foi fundamental.”

E agora, o que vem pela frente?

Apesar de ainda não revelar seus próximos passos, Suzie afirma que vai desacelerar nas maratonas e focar em meias e outras metas pessoais. “A gente precisa saber parar e valorizar o que já conquistou. Às vezes, corremos tanto atrás de metas que esquecemos de olhar para o caminho já trilhado.”

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