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01 de março de 2026

Mourinho aumenta o tom e diz que afastará Prestianni se culpa por racismo for comprovada


Por Agência Estado Publicado 01/03/2026 às 10h46
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O técnico José Mourinho voltou a abordar neste domingo o caso envolvendo o argentino Gianluca Prestianni, acusado de racismo por Vinicius Júnior e Kylian Mbappé após o duelo com o Real Madrid. Na véspera do confronto com o Gil Vicente, pelo Campeonato Português, o treinador do Benfica se antecipou às perguntas e adotou um tom firme, mas condicionado à conclusão das investigações.

Logo na abertura da coletiva, Mourinho deixou clara sua posição pessoal sobre o tema. “Repudio qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância. Aconselho também todos a lerem a Declaração Universal dos Direitos do Homem”, afirmou, antes de reforçar o princípio que, segundo ele, deve nortear qualquer julgamento: a presunção de inocência.

O treinador insistiu diversas vezes no uso do “se” ao tratar da possível responsabilidade do jogador. “Quero ser imparcial num caso que poderá ser de grande gravidade”, declarou. Em seguida, foi direto ao falar sobre as consequências internas caso a acusação seja confirmada: “Se o meu jogador não respeitou estes princípios, que são os meus e do Benfica, a sua carreira com um treinador que se chama Mourinho e num clube como o Benfica chega ao fim”.

Ao mesmo tempo, o português criticou a condução do caso pela Uefa, que aplicou uma suspensão preventiva ao atleta. Em tom irônico, afirmou que a entidade “descobriu o artigo 4206328 como motivo para o suspenderem” e reclamou da ausência de cautela na comunicação da punição. “Se o jogador for efetivamente culpado, não vou voltar a olhar para ele como tenho olhado e comigo acabou, mas tenho de meter muitos ses à frente”, completou.

Mourinho também comentou as declarações de Álvaro Arbeloa, técnico do Real Madrid, que se posicionou publicamente sobre o episódio. “Eu amo o Álvaro e vou continuar a amar, mas acho que fui quem tomou a decisão correta”, disse, ao explicar que optou por não “vestir nem a camisa vermelha, Benfica, ou branca, Real” enquanto o caso segue sob apuração.

Por fim, o treinador avaliou a repercussão em torno de Sidny Cabral, jogador do Benfica que trocou camisa com Vinicius Júnior após a partida. Para Mourinho, o gesto não foi condenável, mas poderia ter sido evitado. “A questão da camisa não acho que seja criticável, seria evitável”, pontuou.

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