Reunião sobre futuro do Sancor Maringá com a Prefeitura ganha nova data
A reunião que discutiria o futuro do Sancor Maringá voltou a ser adiada e deve acontecer nesta quarta-feira, 15. O encontro envolveria a Prefeitura de Maringá e representantes da equipe, em meio às tratativas sobre a permanência do projeto na cidade e possíveis alternativas para a temporada.
O clube informou que foi comunicado sobre o adiamento pela administração municipal, sem justificativa apresentada para a mudança de data. No entanto, em contato com a reportagem do GMC Online, a Prefeitura de Maringá afirmou que não havia reunião agendada para esta segunda-feira, 13.

Entenda o caso
As discussões envolvendo o futuro da equipe de vôlei feminino ganharam força após uma proposta da cidade de Londrina para que o time se transfira e represente o município na próxima edição da Superliga.
A proposta londrinense inclui a oferta de estrutura completa para a equipe, além de incentivo financeiro considerado pelo técnico e gestor como superior ao pedido feito ao município de Maringá.
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Os valores envolvidos na proposta não foram divulgados pelo o técnico e gestor Aldori Junior. Atualmente, a Prefeitura de Maringá não realiza repasses diretos ao time profissional, mantendo apoio financeiro de cerca de R$ 450 mil anuais destinado à Amavôlei, projeto social que atende mais de 400 crianças e serve como base para o elenco profissional.
Por que o Sancor Maringá pede apoio da Prefeitura de Maringá?
A receita do Sancor Maringá é decorrente de patrocínios privados. Com esse orçamento – um dos mais baixos da Superliga -, a equipe paga os salários das atletas e dos funcionários e todos os custos operacionais. O time também conta com parcerias institucionais que fornecem materiais e serviços.
A reivindicação da equipe perante à Prefeitura é para o apoio financeiro que possa custear a operação, que engloba os gastos com transporte, logística, hospedagem, alimentação, fisioterapia e outros. Com o recurso público, a diretoria do Sancor Maringá passaria a remanejar a receita de patrocínio, direcionando-a para o pagamento de funcionários e maior investimento na equipe.
— A gente busca a parte operacional. A nossa tem um custo relativamente baixo, mas que a gente tira do que a gente tem de patrocínio para pagar o operacional e a gente não consegue onerar e fazer toda a estrutura com os nossos profissionais, com a nossa infraestrutura. E é isso que nós estamos buscando da Prefeitura para poder ficar aqui em Maringá. […] Com o valor que eu gasto com essas estruturas, eu consigo remanejar do patrocínio para pagar os nossos profissionais. […] Hoje nós tiramos do que a gente poderia investir numa equipe, até melhorar e reforçar nossa equipe, para manter com o mínimo os nossos profissionais e a nossa estrutura — explicou Aldori Junior.

O time de vôlei conta com aproximadamente 17 funcionários que, segundo o técnico, têm o trabalho no clube como um segundo emprego, recebendo uma ajuda de custo pela atividade.
— Todo mundo aceitou trabalhar por esse valor muito pequeno por um sonho. Isso foi crescendo, foi se consolidando, passou-se para o segundo ano e os profissionais continuaram acreditando que mais pra frente a gente ia conseguir se consolidar, se organizar. E nós estamos há cinco anos numa competição que é a maior do Brasil, de esporte olímpico, que é uma das maiores do mundo e nós profissionais continuamos trabalhando com ajuda de custo — disse o treinador.
— Queremos condições mínimas de trabalho para os nossos profissionais. […] Nós temos muito a intenção de ficar aqui em Maringá.
