O encontro entre Prefeitura e Sancor Maringá, que estava marcado para acontecer nesta segunda-feira, 13, foi adiado e remarcado para quarta-feira, 15. O time foi informado pela administração municipal, que não justificou o adiamento.
A reunião trataria a permanência do Sancor Maringá na cidade. A equipe pede o apoio da Prefeitura com o repasse de R$ 500 mil por ano, que seriam direcionados para os custos operacionais. Na última semana, a Prefeitura informou que realizaria uma análise técnica da proposta para atender às solicitações do time, de acordo com os critérios legais e orçamentários. Esta resposta também contou com atraso de nove dias em relação ao prometido.
À reportagem, o Sancor Maringá afirmou que espera receber uma contraproposta do município na nova reunião da negociação, que já teve aceno positivo do prefeito Silvio Barros.
Entenda o caso
A reivindicação da equipe de vôlei feminino junto ao município de Maringá se deu após uma proposta da Prefeitura de Londrina para que o time se transferisse para a cidade vizinha, a fim de representá-la na próxima edição da Superliga. A proposta de Londrina engloba a disponibilização de toda a estrutura necessária, além de incentivo financeiro “muito maior que o pedido pelo time à Prefeitura de Maringá”, segundo o técnico e gestor Aldori Junior. Os valores, no entanto, não foram revelados.
Atualmente, a administração de Maringá não realiza nenhum repasse à equipe profissional de vôlei. O auxílio, no valor de R$ 450 mil anuais, é repassado à Amavôlei, projeto social que atende mais de 400 crianças na cidade e funciona como categorias de base do time profissional.
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À reportagem, a Prefeitura de Londrina afirmou que não estabeleceu um prazo para o Sancor Maringá responder à proposta de transferência, e que segue aguardando as definições entre time e Prefeitura de Maringá.
Por que o Sancor Maringá pede apoio da Prefeitura de Maringá?
A receita do Sancor Maringá é decorrente de patrocínios privados. Com esse orçamento – um dos mais baixos da Superliga -, a equipe paga os salários das atletas e dos funcionários e todos os custos operacionais. O time também conta com parcerias institucionais que fornecem materiais e serviços.
A reivindicação da equipe perante à Prefeitura é para o apoio financeiro que possa custear a operação, que engloba os gastos com transporte, logística, hospedagem, alimentação, fisioterapia e outros. Com o recurso público, a diretoria do Sancor Maringá passaria a remanejar a receita de patrocínio, direcionando-a para o pagamento de funcionários e maior investimento na equipe.
— A gente busca a parte operacional. A nossa tem um custo relativamente baixo, mas que a gente tira do que a gente tem de patrocínio para pagar o operacional e a gente não consegue onerar e fazer toda a estrutura com os nossos profissionais, com a nossa infraestrutura. E é isso que nós estamos buscando da Prefeitura para poder ficar aqui em Maringá. […] Com o valor que eu gasto com essas estruturas, eu consigo remanejar do patrocínio para pagar os nossos profissionais. […] Hoje nós tiramos do que a gente poderia investir numa equipe, até melhorar e reforçar nossa equipe, para manter com o mínimo os nossos profissionais e a nossa estrutura — explicou Aldori Junior.
O time de vôlei conta com aproximadamente 17 funcionários que, segundo o técnico, têm o trabalho no clube como um segundo emprego, recebendo uma ajuda de custo pela atividade.
— Todo mundo aceitou trabalhar por esse valor muito pequeno por um sonho. Isso foi crescendo, foi se consolidando, passou-se para o segundo ano e os profissionais continuaram acreditando que mais pra frente a gente ia conseguir se consolidar, se organizar. E nós estamos há cinco anos numa competição que é a maior do Brasil, de esporte olímpico, que é uma das maiores do mundo e nós profissionais continuamos trabalhando com ajuda de custo — disse o treinador.
— Queremos condições mínimas de trabalho para os nossos profissionais. […] Nós temos muito a intenção de ficar aqui em Maringá.