‘Nós vamos entregar o que eles solicitaram’: Prefeitura e Sancor Maringá chegam a acordo e decisão pela permanência está nas mãos do time
O impasse entre Sancor Maringá e Prefeitura de Maringá pode ter um a definição ainda nesta quinta-feira, 21. Segundo o secretário de Esportes e Lazer, Paulo Biazon, a administração municipal aceitou a proposta da equipe de vôlei e vai iniciar a viabilização dos recursos solicitados. Com o aceite, a decisão pela permanência do time na cidade fica a critério do Sancor Maringá, que possui uma proposta da Prefeitura de Londrina para transferir sua sede.
Em reunião realizada nesta quarta-feira, 20, entre diretoria do time e Prefeitura de Maringá, ficou acordado o repasse de R$ 300 mil até o dia 5 de junho, além de mais R$ 500 mil até o início da Superliga 2026/2027, prevista para o último trimestre deste ano, segundo o secretário de esportes. Assim, o repasse anual dos recursos públicos ao time seria de R$ 800 mil.
— A Prefeitura de Maringá vai se articular e se movimentar, a pedido do prefeito Silvio Barros, para que o time permaneça em Maringá. O recurso que eles solicitaram nós vamos viabilizar, até o prazo estipulado. […] Nós vamos conseguir entregar — afirmou Paulo Biazon à CBN Maringá.

Ainda segundo Biazon, o acordo proposto pela Prefeitura de Maringá vale até o fim da gestão de Silvio Barros, que termina em 2028. Dessa forma, o repasse de R$ 800 mil anuais aconteceria pelas próximas três edições de Superliga (26/27, 27/28 e 28/29), com recursos oriundos da Secretaria de Esportes e Lazer.
O valor informado pelo secretário, no entanto, é maior do que o divulgado pelo técnico e gestor do Sancor Maringá, Aldori Junior. O responsável pela equipe havia revelado, em entrevista coletiva realizada em abril, que o repasse solicitado pela equipe à Prefeitura era de R$ 500 mil por ano.
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O Sancor Maringá foi procurado pela reportagem e afirmou que Biazon se equivocou em sua colocação. Segundo o time, o primeiro repasse de R$ 300 mil são recursos travados relativos ao ano de 2026 não recebidos pela Amavôlei, a associação de vôleibol de Maringá que atende mais de 400 crianças e jovens e que está atrelada ao time profissional. A Amavôlei recebe, por ano, R$ 450 mil da Prefeitura.
Ao time profissional, seria mantido o acordo de R$ 500 mil por ano até, pelo menos, a temporada 2028/2029, conforme informado pelo Sancor Maringá à reportagem.
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Permanência em Maringá fica nas mãos do time, que enfrenta atraso nos salários
O Sancor Maringá agora se encontra com dois acordos aceitos para a próxima temporada. A proposta de Londrina, revelada no fim de março, é de R$ 3 milhões anuais, de acordo com Biazon. O valor teria sido informado ao secretário pelo próprio técnico Aldori, mas difere do divulgado pelo vereador Mário Verri há algumas semanas, também em entrevista à CBN Maringá. Segundo Verri, Londrina teria proposto um repasse de R$ 2 milhões por ano.
Mesmo com o valor consideravelmente menor, pesa pela permanência em Maringá a vontade das atletas e comissão técnica. Todos os profissionais do estafe do time são da cidade e não querem se mudar para Londrina, com alguns tendo comprado casas recentemente. Algumas jogadoras também possuem residência fixa e prezam pela continuidade.

Por outro lado, atletas e comissão técnica estão com salários atrasados. Segundo o jornalista Bruno Voloch, a dívida do clube é de cerca de R$ 180 mil.
— O técnico Aldori está se desdobrando para ideias e situações para poder realizar esse pagamento. E a Prefeitura vai abraçar o time, mais uma vez, e fazer a demanda que eles solicitaram para o time ficar em Maringá. A partir de agora, é uma decisão exclusivamente do time, das jogadoras de vôlei e do técnico — disse Paulo Biazon.
— Acredito que eles vão aceitar. Eu acredito que hoje (21/05) temos uma resposta definitiva.
Vale destacar que mesmo com uma possível mudança do Sancor Maringá para Londrina, a Amavôlei permanecerá em Maringá atendendo os mais de 400 jovens atletas.
