A lesão de Éder Militão representa mais um problema para Carlo Ancelotti na montagem da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O defensor, que passou por cirurgia nesta terça-feira, 28, e só deve retornar aos gramados em outubro, era visto como peça estratégica – não apenas como zagueiro, mas também como opção improvisada na lateral direita, setor considerado carente.
Sem o jogador do Real Madrid, o cenário se abre, mas com poucas mudanças drásticas. A tendência é de reposição dentro de um grupo já monitorado, com um nome despontando como principal beneficiado.
Vale mencionar que a ideia de Ancelotti é levar nove defensores para o Mundial. Com isso, boa parte da lista já está encaminhada, com nomes consolidados como Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer, Danilo, Wesley, Alex Sandro e Douglas Santos.
IBAÑEZ GANHA FORÇA COMO SUBSTITUTO IMEDIATO
O favorito para ocupar o espaço deixado por Militão é Ibañez. Revelado pelo Fluminense e atualmente no Al-Ahli, o defensor já havia sido testado recentemente pela comissão técnica.
Nos amistosos contra França e Croácia, ele foi utilizado fora de sua posição de origem, atuando aberto pelo lado direito da defesa. A adaptação agradou e aumentou sua confiança dentro do grupo, colocando-o como alternativa direta para a função que seria exercida por Militão.
VANDERSON E ALEXSANDRO CORREM POR FORA EM MEIO A INCERTEZAS
Outra possibilidade é Vanderson, titular do Monaco. O jogador reúne características equilibradas, com capacidade de apoiar o ataque sem comprometer tanto defensivamente.
No entanto, sua situação física gera dúvida. Um exame de imagem programado para o início de maio deve indicar se ele estará plenamente recuperado para a Copa. Como Ancelotti já deixou claro que prioriza atletas 100% fisicamente, a incerteza sobre suas condições de jogo pode pesar contra sua convocação.
Outro nome que está no radar do italiano é o zagueiro Alexsandro Ribeiro, do Lille, que continua sendo observado pela comissão técnica brasileira. Ainda assim, a dificuldade atual em manter uma sequência consistente de atuações no clube francês reduz suas chances neste momento.
Vale destacar que a escolha final de Ancelotti também passa pelo desenho tático da equipe. Com a ausência de Militão, a tendência é que Wesley, jogador com características de apoio constante ao ataque, seja o titular na lateral direita.
Por outro lado, se a prioridade for maior equilíbrio defensivo, a comissão pode recorrer a soluções mais conservadoras – como o próprio Ibañez adaptado ou Danilo, hoje no Flamengo, que apesar de atuar como zagueiro atualmente, construiu a carreira majoritariamente como lateral e já tem presença praticamente assegurada na lista.
Diante desse cenário, a vaga deixada por Militão tende a ser preenchida sem grandes surpresas – mas com impacto direto na forma como a seleção será montada, especialmente em um setor que já vinha sendo alvo de ajustes.
A lista final será divulgada no dia 18 de maio, com a estreia do Brasil na Copa do Mundo marcada para o dia 13 de junho, contra o Marrocos. Até lá, a comissão técnica ainda monitora a condição física dos jogadores e o desempenho nas últimas semanas de temporada europeia.