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31 de março de 2026

RD Congo supera Jamaica na prorrogação, volta à Copa após 52 anos e encara Portugal na estreia


Por Agência Estado Publicado 31/03/2026 às 20h51
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Foram mais de 120 minutos de angústia, gols anulados, troca de árbitro e tensão até o apito final. Com bola na rede do zagueiro Tuanzebe, na prorrogação, a República Democrática do Congo está de volta a uma Copa do Mundo após 52 anos. A seleção africana superou a Jamaica por 1 a 0 no Estádio Akron, em Guadalajara, e será a rival de estreia do Portugal na competição dos Estados Unidos, Canadá e México.

A seleção democrática congolesa se classificou para o Grupo K ao lado do favorito esquadrão português de Cristiano Ronaldo, adversário da estreia, no dia 17 de junho, além de Usbequistão e Colômbia, com as quais disputará uma vaga no mata-mata. Foi o primeiro gol de Tuanzebe pela seleção nacional e o mais importante da carreira.

Para chegar à Copa do Mundo pela eliminatória mundial, RD Congo já havia feito bonito na repescagem africana, na qual bateu Camarões, por 1 a 0, e superou a Nigéria nos pênaltis, por 4 a 3, após 1 a 1 no tempo normal – os nigerianos tentaram impugnar o jogo na justiça alegando que nove adversários estavam inscritos irregularmente.

A República Democrática do Congo entrou em campo empolgada para voltar à Copa do Mundo após 52 anos. Em 1974, ainda como Zaire, disputou sua única edição da competição, sem anotar nenhum gol e perdendo os três jogos, um deles diante do Brasil, por 3 a 0. Ainda caiu diante da Escócia, por 2 a 0, e foi humilhada com 9 a 0 para a Iugoslávia.

Já a Jamaica tinha um jejum menor e a mesma empolgação. Em 1998, sob o comando do brasileiro Renê Simões, os Reggae Boyz estiveram na edição da França e conseguiram um feito histórico: ganharam do Japão, por 2 a 1. Não avançaram pois caíram diante de Croácia, por 3 a 1, além de serem goleados pela Argentina por 5 a 0.

A chance de retornar a um Mundial levou bom público ao estádio do Chivas, em Guadalajara. E o jogo foi bastante corajoso de ambos. Aos 4 minutos, boa trama pela direita e a República Democrática do Congo fez 1 a 0. Mas Babamku estava impedido ao mandar às redes e o lance acabou anulado para frustração do jogador e da torcida.

Depois de um começo ofensivo, a Jamaica rapidamente foi empurrada para trás pelos atrevidos africanos. Mas também se ousava e após belo lance de Reid, Palmer perdeu boa oportunidade, carimbando a defesa. No lá e cá, Elia carimbou a trave para o RD Congo e Bailey respondeu ao arrancar o “uh” da torcida em chutaço de longe.

O segundo tempo iniciou de maneira contrária, com o esquadrão democrático congolês assustando com um minuto. Babamku buscou o cantinho e Blake voou para espalmar. Com cantoria animada nas arquibancadas, as seleções queriam aproveitar o apoio pelo sonhado gol.

Bailey, que joga no Aston Villa, da Inglaterra, era a arma jamaicana. O atacante mostrava-se atrevido com seus dribles pela direita e ainda assustou em ‘peixinho’ para fora no meio da área.

Os democráticos congoleses voltaram a soltar o grito de gol em vão já na reta final da segunda etapa. Moutoussamy, em posição irregular, tocou para Babamku mandar às redes vazias. Novamente o trabalho de um auxiliar foi com correção, em pressão forte final dos africanos, querendo a definição antes da prorrogação. O artilheiro ainda tentou de calcanhar, parando no goleiro, mas novamente em lance de impedimento. O embate foi para a tempo extra.

Depois de dois gols anulados, finalmente veio o grito válido da torcida da República Democrática do Congo. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Tuanzebe apareceu de surpresa na área e abriu o marcador para quem mais buscava o triunfo. Desta vez a consulta ao VAR foi longa até a confirmação do lance.

Na segunda fase da prorrogação, um lance inusitado. O árbitro argentino Facunco Tello sentiu uma contusão na perna direita e, chorando, teve de ser substituído pelo compatriota Darío Herrera. Saiu de campo aplaudido pela torcida, mas com medo de o problema o tirar da Copa do Mundo. Em campo, nada de mais gols – os africanos desperdiçaram chance incrível em contragolpe com três contra um – e uma linda e emocionante festa dos democráticos congoleses.

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