Sancor Maringá cumpriu objetivo no 1º turno da Superliga e busca repetir feito no 2º; veja números da equipe até aqui
O Sancor Maringá já se prepara para voltar às quadras na disputa da Superliga Feminina de Vôlei 2025/2026. Nesta semana, a equipe joga pela primeira rodada do returno, começando os duelos do ano e carregando um desempenho histórico na primeira metade da competição, além de ótimos destaques individuais.
Sancor Maringá x Fluminense será na próxima terça-feira, 6, às 20h, no Ginásio Chico Neto, em Maringá.

Pela primeira vez, o Maringá somou 15 pontos no primeiro turno da Superliga. Em 11 jogos, foram cinco vitórias e seis derrotas, campanha que rendeu o sétimo lugar na tabela e a classificação para a Copa Brasil 2026.
“É uma vitória muito significativa. Fechamos o primeiro turno na sétima colocação, o que é uma excelente classificação, considerando nosso orçamento e os confrontos que tivemos contra equipes tradicionais. Vencemos todos os times da parte de baixo da tabela, o que consolida o nosso trabalho. Em quatro anos, é a primeira vez que chegamos aos 15 pontos ainda na primeira fase. A cada temporada estamos evoluindo. Agora é descansar quatro ou cinco dias e voltar aos treinos entre o Natal e o Ano Novo”, destacou o treinador Aldori Junior, após a vitória contra o Barueri na 11ª rodada.
O triunfo consolidou o time maringaense como a maior força do “pelotão de baixo” da tabela. Na média de orçamentos, o Maringá compete pelas duas últimas vagas aos playoffs contra Barueri, Brasília, Mackenzie, Tijuca e Sorocaba. Durante o primeiro turno, todas as vitórias do Maringá vieram justamente contra seus adversários diretos. O time fez o “dever de casa” e derrotou quem precisava derrotar para alcançar melhores posições.

Distância diminuiu
As seis derrotas no turno foram contra o “pelotão de cima”. Sesc Flamengo, Minas, Praia Clube, Osasco, Fluminense e Sesi Bauru são as maiores forças da Superliga e costumam se descolar dos demais concorrentes.
Nesta temporada, no entanto, o Maringá ficou apenas a três pontos do Bauru, sexto colocado com 18 pontos. Assim, vem se confirmando uma “edição mais equilibrada” da Superliga, como previu Aldori Junior em entrevista ao GMC Online, antes do início do campeonato.
Confira todos os resultados do Sancor Maringá no 1º turno:
- Fluminense 3×2 Maringá (D)
- Praia Clube 3×1 Maringá (D)
- Maringá 3×0 Tijuca (V)
- Maringá 3×2 Brasília (V)
- Maringá 1×3 Osasco (D)
- Maringá 0x3 Flamengo (D)
- Minas 3×0 Maringá (D)
- Maringá 0x3 Sesi Bauru (D)
- Sorocaba 1×3 Maringá (V)
- Maringá 3×0 Mackenzie (V)
- Maringá 3×1 Barueri (V)
Números do Maringá no 1º turno:
Resultados
- 15 pontos na classificação
- 11 jogos: 5 vitórias e 6 derrotas
- 7 jogos em casa: 4 vitórias e 3 derrotas
- 4 jogos fora de casa: 1 vitória e 3 derrotas
Sets
- 19 sets ganhos e 22 perdidos
- Em casa: 13 sets ganhos e 12 perdidos
- Fora de casa: 6 sets ganhos e 10 perdidos
Pontos
- 903 pontos feitos
- 885 pontos sofridos
Placares
- duas vezes 3×0 (Tijuca e Mackenzie)
- duas vezes 3×1 (Sorocaba e Barueri)
- uma vez 3×2 (Brasília)
- uma vez 2×3 (Fluminense)
- duas vezes 1×3 (Praia Clube e Osasco)
- três 0x3 (Sesc Flamengo, Minas e Sesi Bauru)
As estatísticas confirmam a diferença dos duelos contra as equipes de cima e de baixo na classificação, uma vez que jogar em casa ou fora não foi o fator determinante, mas sim o adversário.
Foi um primeiro turno de oscilações do Maringá. O começo contou com duas derrotas de virada, embora contra adversários superiores, mas que custaram uma posição ainda mais positiva na tabela. A inconsistência para manter vantagens nos placares certamente se tornou um ponto de atenção, após ser um padrão inconveniente na temporada passada.
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Contra o Tijuca, uma vitória tranquila diante de um oponente inferior e, em seguida, uma vitória suada, no tie-break, após levar dois empates, no confronto direto contra o Brasília. As duas partidas demonstraram que, pelo menos, o time tinha capacidade para conquistar o resultado esperado nos confrontos diretos e que poderia focar em melhorar o desempenho contra as potências do torneio.

Mas a expectativa não se concretizou. Uma sequência cruel colocou o Sancor Maringá frente a quatro equipes de elite, resultando em quatro derrotas. Pudemos ver equilíbrio e disputa contra Osasco e Flamengo (apesar do 0x3), mas as partidas contra Minas e Bauru foram de desempenho abaixo das maringaenses. O que mais pesou foram de fato os três reveses seguidos por 3 a 0, em um campeonato em que o número de sets ganhos podem definir muita coisa. Assim, o Maringá perdeu muitas posições.
Na beira da zona de rebaixamento, a reta final do primeiro turno deu chances ao time se reerguer, graças a três confrontos diretos. E mesmo saindo atrás no placar contra Sorocaba e Barueri, o Maringá conseguiu vencer os jogos e demonstrou poder de reação na reta decisiva. Contra o Mackenzie, a vitória tranquila deu confiança para que a equipe entrasse na última rodada sem peso para encarar o Barueri.
As últimas três vitórias garantiram três colocações na tabela e a classificação para a Copa Brasil 2026. Sétimo colocado, o Sancor Maringá vai enfrentar o Minas, segundo colocado do primeiro turno.
Copa Brasil 2026
A Copa Brasil se inicia nas quartas de final, onde os times se enfrentam em jogo único na casa do time de melhor campanha, considerando o cruzamento olímpico (1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º). As partidas acontecem nos dias 23 e 24 de janeiro e ainda serão detalhadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Confira todos os confrontos:
- Sesc Flamengo (1º) x Barueri (8º)
- Minas (2º) x Maringá (7º)
- Praia Clube (3º) x Sesi Bauru (6º)
- Osasco (4º) x Fluminense (5º)
A CBV anunciou que a fase final – semifinais e finais – da Copa Brasil vai acontecer em Londrina, no Ginásio Moringão, nos dias 27 e 28 de fevereiro. O campeão se classifica para a Supercopa 2026 e para o Sul-Americano de 2027.
Será a terceira participação do Maringá no torneio. Em 2024, foi eliminado pelo Minas por 3 sets a 1 nas quartas de final, após o sétimo na Superliga. Em 2025, caiu na mesma fase diante do então líder Praia Clube, por 3 sets a 2.
Atletas tiveram destaque individual
Além da boa classificação na tabela, o Sancor Maringá teve ótimos destaques individuais no primeiro turno da Superliga. Entre as melhores atletas do elenco, a oposta Jaque Schmitz foi a principal. A camisa 5 liderou o ataque maringaense, despontou entre as melhores do torneio em diversas estatísticas e foi premiada três vezes com o Troféu VivaVôlei de melhor do jogo.
A atleta foi reconhecida nas partidas contra o Tijuca (15 pontos), Brasília (18 pontos) e Barueri (20 pontos), ficando atrás apenas da ponteira estadunidense Simone Lee-Wank, do Sesc Flamengo, que levou o Troféu VivaVôlei em cinco partidas. Jaque ainda ficou empatada com com Adenízia (Praia Clube), Caitie Baird (Osasco) e Morgahn Fingall (Praia Clube), com três troféus cada.

A jogadora do Maringá foi a quinta maior pontuadora do turno, com 187 pontos, além de ter o 14º ataque mais eficiente, com 41,9%. A oposta, ainda garantiu 16 pontos de bloqueio e 10 de saque, figurando no Top 30 dos quesitos na liga.
- LEIA TAMBÉM: Bruninha, do Sancor Maringá, superou três anos de suspensão por doping antes de chegar ao clube
Outros destaque foram as ponteiras Karol Tormena e Gabi Cândido, as centrais Fran Jacintho (melhor bloqueadora do time) e Andressa, a levantadora Bruninha (melhor sacadora do time e terceira melhor levantadora da liga) e a líbero Paulina (melhor passadora e defensora do time).
Confira as estatísticas das atletas (no Top 30 da Superliga):
Maiores pontuadoras
- 5ª Jaque Schmitz – 187 pontos
- 21ª Karol Tormena – 129 pontos
Ataque mais eficiente
- 14ª Jaque Schmitz – 41,9%
Pontos de bloqueio
- 11ª Fran Jacintho – 29
- 22ª Andressa – 21
- 26ª Bruninha – 18
- 27ª Karol Tormena – 18
- 30ª Jaque Schmitz – 16

Pontos de saque
- 4ª Bruninha – 11
- 11ª Jaque Schmitz – 10
- 18ª Karol Tormena – 8
- 30ª Fran Jacintho – 6
Saque mais eficiente
- 14ª Bruninha – 33%
- 30ª Fran Jacintho – 29,7%

Passe mais eficiente
- 11ª Paulina – 59,5%
- 25ª Karol Tormena – 51,7%
- 27ª Gabi Cândido – 50,5%
Melhores levantadoras
- 3ª Bruninha – 424 assistências
Melhores defensoras
- 7ª Paulina – 145 bolas
- 10ª Karol Tormena – 132 bolas
Jogadoras do Maringá que ganharam o Troféu VivaVôlei:
Oposta Jaque Schmitz – 3 vezes
- contra o Tijuca – 15 pontos
- contra o Brasília – 18 pontos
- contra o Barueri – 20 pontos

Líbero Anielly – 1 vez
- contra o Sorocaba – 9 defesas e 1 assistência
Ponteira Sassá – 1 vez
- contra o Mackenzie – 13 pontos
Returno começa nesta terça
O returno da Superliga terá mais 11 rodadas, definindo as oito equipes classificadas aos playoffs e as duas equipes rebaixadas à Superliga B. A sequência dos jogos do primeiro turno é mantida, com inversão do mando de quadra.
O Sancor Maringá joga na próxima terça-feira, 6, às 20h, no Ginásio Chico Neto, em Maringá, contra o Fluminense.
Confira os jogos da 12ª rodada:
Terça-feira (6/1)
- 18h30 | Mackenzie x Minas
- 20h | Sancor Maringá x Fluminense
- 21h | Brasília x Praia Clube
Quarta-feira (7/1)
- 18h30 | Sorocaba x Sesi Bauru
- 21h | Barueri x Sesc Flamengo
Quinta-feira (8/1)
- 21h | Osasco x Tijuca
Confira a agenda do Maringá no returno:
- 06/01 (terça), 20h | Maringá x Fluminense (Chico Neto)
- 12/01 (segunda), 21h | Maringá x Praia Clube (Chico Neto)
- 16/01 (sexta), 18h30 | Tijuca x Maringá (Tijuca Tênis Clube, Rio de Janeiro)
- 31/01 (sábado), 18h30 | Brasília x Maringá (Sesi Taguatinga Norte, Brasília)
- 05/02 (quinta), 21h | Osasco x Maringá (José Liberatti, Osasco)
- 12/02 (quinta), 19h30 | Flamengo x Maringá (Tijuca Tênis Clube, Rio de Janeiro)
- 19/02 (quinta), 19h30 | Maringá x Minas (Chico Neto)
- 05/03 (quinta), 21h | Sesi Bauru x Maringá (Arena Paulo Skaf, Bauru)
- 13/03 (sexta), 18h30 | Maringá x Sorocaba (Chico Neto)
- 19/03 (quinta), 18h30 | Mackenzie x Maringá (Ginásio do Mackenzie, Belo Horizonte)
- 24/03 (terça), 21h | Barueri x Maringá (José Corrêa, Barueri)
