‘Vivi os melhores anos da minha vida aqui’: a última frase de Filipe Luís antes de queda no Fla


Por Agência Estado

A coletiva pós-jogo na noite desta segunda-feira, no Maracanã, depois de uma estrondosa goleada sobre o Madureira por 8 a 0, teve um tom de despedida por parte de Filipe Luís, embora a consumação da demissão tenha acontecido somente depois da entrevista concedida aos jornalistas. “Vivi os melhores anos da minha vida aqui”, afirmou o treinador em seus últimos instantes como comandante do time principal do Flamengo.

Pressionado pelos maus resultados neste início de temporada e pela perda dos títulos da Supercopa Rei para o Corinthians e da Recopa, para o Lanús, da Argentina, o ainda técnico teceu um comentário já parecendo prever o desfecho da sua queda. “Se amanhã eu não estiver aqui, o meu amor e o meu carinho pelo Flamengo vão sempre existir”, afirmou durante a conversa com os repórteres.

Sobre a pressão que vinha sofrendo pela falta de resultados, somada a atuações pouco convincentes e uma aparente insatisfação de alguns jogadores do elenco, Filipe Luís disse também estar ansioso para mudar o atual cenário de desconfiança quanto ao futebol do time neste início de ano.

“Não é fácil para mim. Amo a torcida, amo o clube, amo tudo, e saber que perdi duas finais, para mim, é muito duro. Chego aqui para falar que estou trabalhando nisso para tentar melhorar e me conectar com o torcedor porque eu quero passar essa mensagem. Hoje é mais fácil porque eu ganhei, mas em outros dias não era tão fácil porque eu odeio perder. Tenho muita dificuldade em lidar com as derrotas”, afirmou.

A falta de sintonia do torcedor com o time foi externada ao final do confronto com o Madureira. Mesmo com a goleada de 8 a 0 e a vaga garantida para disputar a decisão do Campeonato Carioca contra o Fluminense, os jogadores ouviram, ainda no gramado, os gritos de “time sem vergonha”.

Filipe Luís disse ainda ser o grande responsável pela fase atual e afirmou não ter problemas em admitir isso. “Eu erro. Falo perfeitamente que sou o responsável. Já disse outras vezes que o torcedor gosta de jogador que dá carrinho, que se conecta mais. Mas meu perfil é diferente. Eu me conecto de outra maneira. Mas quanto às cobranças momentâneas, elas têm de existir. Como jogador fui muito criticado, com razão, e isso me fez ser melhor”.

Sair da versão mobile