Agrishow: Balanças Toledo supera expectativa de vendas
A 31ª Agrishow, que se encerra hoje, em Ribeirão Preto (SP), apresentou desempenho misto para a fabricante de balanças Toledo do Brasil, com queda na intenção de negócios, mas avanço nas vendas efetivamente concretizadas até a véspera do encerramento. A avaliação é do gerente regional da empresa em Ribeirão Preto, César Cabrera, em entrevista ao Broadcast Agro.
Segundo o executivo, entre segunda e quinta-feira (a Agrishow começou no dia 27 de abril), houve redução de cerca de 10% nos chamados “leads qualificados” – ou seja, indicadores de intenção de negócios – na comparação com igual período da edição anterior. “Para a gente, 10% é uma redução significativa.”
Apesar do menor volume de potenciais clientes, o desempenho em vendas cujas negociações se originaram antes da Agrishow e foram concretizados na feira, além das vendas que começaram a ser negociadas no próprio evento, “surpreendeu positivamente”. Considerando o mesmo intervalo, a companhia registrou crescimento de quase 40% nas vendas efetivamente fechadas em relação ao ano passado.
“Produtores que já negociavam com a gente preferiram fechar aqui na Agrishow, por causa das condições especiais que oferecemos”, disse. Ainda assim, ele ponderou que o resultado final dependeria do desempenho do último dia da feira, que é hoje.
“A gente está melhor do que o planejado até agora, mas precisa de uma sexta-feira razoável para sustentar esse resultado”, afirmou. Segundo Cabrera, o movimento elevado de visitantes no feriado não necessariamente se traduz em compradores qualificados, o que traz incerteza para o fechamento dos negócios.
No recorte por segmentos, ele apontou retração relevante nas vendas para a pecuária, com queda de cerca de 70% nos negócios ligados à pesagem de animais vivos. Em contrapartida, produtores de grãos puxaram as compras, especialmente de balanças rodoviárias para pesagem de caminhões.
Outro destaque da feira, segundo o executivo, foi o perfil de pagamento. “A gente não vendeu nada financiado. Todos os negócios foram com recursos próprios”, disse, citando dificuldades relatadas por produtores no acesso ao crédito, apesar da oferta de financiamento por parte de instituições financeiras.
A Toledo do Brasil encerrou 2025 com faturamento líquido de R$ 938 milhões e projeta crescimento de cerca de 10% em 2026, ainda que com pressão sobre as margens. “Para conseguir vender, a gente está tendo que apertar bastante a rentabilidade”, afirmou Cabrera.
