Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

31 de janeiro de 2026

ANP rebate acusação da Refit e diz que interdição é legal e visa segurança pública


Por Agência Estado Publicado 31/01/2026 às 09h53
Ouvir: 00:00

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) rebateu críticas feitas pela Refit (ex-Refinaria de Manguinhos) e negou ter descumprido decisões judiciais. Segundo a agência, a liminar vigente sobre a empresa suspendeu uma deliberação específica, que não foi alterada.

A liminar foi concedida pelo desembargador federal Newton Pereira Ramos Neto, que apenas suspendeu uma deliberação específica, da 1.174ª reunião de diretoria da autarquia marcada para 18 de dezembro de 2025. Por este motivo, a agência afirma não ter tomado nenhuma decisão sobre o processo administrativo em tela desde então.

Na sexta-feira, 30, a Refit afirmou que a interdição total da refinaria pela ANP era nula, já que desrespeita a decisão judicial que concedeu a liminar. A unidade estava parcialmente fechada desde outubro, sob suspeita de crimes contra a ordem econômica e tributária.

Segundo a ANP, a liminar perdeu força quando, em 8 de dezembro de 2025, a diretoria colegiada julgou por unanimidade os pedidos de impedimento de dois diretores envolvidos no caso, e negou o afastamento dos mesmos. A decisão judicial, acrescentou a ANP, não cancelou a interdição cautelar parcial já imposta à Refit nem blindou a empresa contra novas fiscalizações.

Foi nesse contexto que, em 14 de janeiro de 2026, técnicos da ANP abriram uma nova ação de fiscalização focada em segurança operacional. A vistoria resultou na interdição cautelar total das instalações da refinaria após a identificação de risco grave e iminente (RGI) de acidentes. Entre as falhas apontadas nas barreiras de segurança estão deficiências no sistema de combate a incêndio, ausência de estudos de análise de riscos, e problemas no gerenciamento de emergências e em sistemas de detecção de gás e fogo.

A agência ressaltou que toda a fiscalização foi conduzida por servidores de carreira, sem interferência da diretoria – que só atuará se houver recurso administrativo. Reafirmou, ainda, dispor de autonomia administrativa e poder de polícia para adotar medidas preventivas voltadas à proteção da vida humana e do meio ambiente, sempre respeitando decisões judiciais, embora se reserve o direito de contestá-las pelos meios legais.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Mesmo com aval do Senado, governo dos EUA passa por paralisação parcial até votação na Câmara


O governo federal dos Estados Unidos passa por uma paralisação parcial neste fim de semana a despeito da aprovação, na…


O governo federal dos Estados Unidos passa por uma paralisação parcial neste fim de semana a despeito da aprovação, na…

Economia

Taxas de cartões superam gasto com energia e são 3ª maior despesa do Assaí


O presidente do Assaí, Belmiro Gomes, afirmou que o conjunto das taxas cobradas pelos meios de pagamento – que incluem…


O presidente do Assaí, Belmiro Gomes, afirmou que o conjunto das taxas cobradas pelos meios de pagamento – que incluem…

Economia

China: PMI industrial oficial cai para 49,3 em janeiro ante os 50,1 registrados em dezembro


O índice de gerentes de compras (PMI) industrial oficial da China caiu para 49,3 em janeiro frente aos 50,1 obtidos…


O índice de gerentes de compras (PMI) industrial oficial da China caiu para 49,3 em janeiro frente aos 50,1 obtidos…