VÍDEOS: Aparições de onças perto de casas e empresas aumentam na região de Maringá; especialista explica o motivo


Por Carlos Emori
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Nesta semana, uma onça-pintada foi flagrada por uma câmera e segurança no pátio de uma empresa de Mandaguari. Nas imagens é possível ver que o animal chegou no local, tentou entrar em uma sala, mas como a porta estava trancada, ela ficou um tempo no pátio e foi embora.

Esse tipo de visita e/ou flagrante tem sido cada vez mais comum na região de Maringá. Seja onça-pintada ou onça-parda.

Em novembro, uma onça-parda foi resgatada no interior de um terreno, no centro de Paiçandu. Segundo a Polícia Militar, o animal foi percebido pelos moradores depois que os cachorros da casa passaram a latir insistentemente próximo a uma árvore.

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Já em fevereiro deste ano, uma onça-parda foi encontrada dentro de uma residência no Jardim Monte Rei. O trabalho mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental e uma veterinária especializada. A onça recebeu atendimento em Londrina e devolvida em uma área de mata.

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Em março, um motociclista foi atacado por uma onça na Estrada Paraíso, próximo à PR-444, em Mandaguari. A vítima trafegava de motocicleta por uma área de mata quando foi surpreendida pelo animal. Durante o ataque, a onça mordeu de raspão o pé do homem.

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Em abril, câmeras de segurança de uma propriedade rural registraram uma onça-pintada na zona rural de Mandaguari. Nas imagens é possível ver o animal em uma área de mata.

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No início de maio, uma onça-pintada foi flagrada próxima ao pátio de uma empresa em Marialva. O vídeo foi feito por funcionários dessa empresa e mostra o animal caminhando tranquilamente por uma área de mata.

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Essas ocorrências também tem ocorrido em outras regiões do Brasil. Nesta quinta-feira, 14, uma criança de 8 anos foi atacada por uma onça-parda na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Ela terá que passar por cirurgia plástica.

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou um protocolo de como agir caso veja um animal silvestre na sua casa ou próximo dela. O primeiro passo é manter distância e entrar em contato com o IAT pelo número (44) 3226-1805. O envio de imagens também ajuda na identificação da espécie, garantindo um atendimento mais eficiente.

Em áreas onde há suspeita ou confirmação da presença de grandes felinos, como onça ou puma, a orientação é que se faça barulho, especialmente nos horários de maior atividade dos animais — fim de tarde e início da manhã. Também é importante manter luzes acesas durante a noite fora de casa.

Apesar da orientação de fazer barulho, a recomendação é que se evite ter contato direto com o animal.

Quem mora na área rural também deve ter atenção. Durante a noite, a recomendação é recolher os animais em currais, de preferência bem iluminados – detectores de movimento que acionam iluminação automática são um reforço útil. Pastos próximos à mata devem ser evitados, o ideal é manter ao menos 200 metros de distância.

A médica-veterinária do IAT, Gabriela Chueiri, explica que o avanço da urbanização sobre as áreas florestais é o principal responsável pelas frequentes visitas de felinos a centros urbanos. “O desmatamento e a fragmentação florestal são os principais impactos antrópicos associados com esta presença em regiões peridomiciliares”.

Ainda segundo a médica-veterinária, esse tipo de atitude dos animais também ocorrem quando buscam novas áreas para se estabelecer. “Muitas vezes esses animais entram em áreas urbanas quando são liberadas pela mãe e saem à procura de estabelecer território ainda jovens. Nesses casos, eles apenas cruzam as áreas urbanas, não vão se estabelecer por ali em razão do desmatamento”.

O IAT reforça que a captura do animal silvestre é o último recurso, já que os grandes felinos são animais raros e muito importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Além disso, é essencial não desmatar áreas nativas e denunciar casos de caça ilegal.

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