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23 de fevereiro de 2026

Batismo dentro de hospital emociona equipe e família no Paraná


Por Giovana Marana Publicado 23/02/2026 às 15h28
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Entre o som contínuo dos monitores e a luz branca que nunca se apaga, um hospital no Paraná se transformou, com emoção nos olhares e lágrimas que não precisaram ser escondidas. Não por causa de um novo medicamento ou de um procedimento complexo, mas por algo simples e profundo: um pouco de água, uma oração e o desejo de uma família.

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Foto: Reprodução

No Hospital de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, um paciente de 84 anos, internado há mais de 90 dias em cuidados paliativos, recebeu o batismo dentro da própria unidade hospitalar. Ao lado da esposa, companheira de toda uma vida, e cercado por profissionais, ele viveu um momento que não estava nos protocolos, mas fazia todo sentido para sua história.

A decisão foi construída com diálogo, respeito e escuta. Em cuidados paliativos, o foco já não é a cura, mas o conforto, a dignidade e o significado. E foi exatamente isso que guiou aquele instante.

Nas redes sociais, o médico José Zerbetto compartilhou a experiência em um relato que emocionou colegas e internautas:

“Hoje, dentro do hospital, aprendi mais uma vez que cuidar vai muito além de curar.

Nos cuidados paliativos, entendemos que quando a medicina já não pode oferecer a cura, ainda podemos — e devemos — oferecer presença, dignidade e significado. Cada gesto passa a ter um peso diferente. Cada escolha carrega amor.

Hoje liberei um paciente para ser batizado no hospital. Não era sobre protocolos, exames ou prescrições. Era sobre fé. Sobre família. Sobre um momento que precisava acontecer agora — porque o agora é tudo o que temos.

Em meio a monitores e silêncio respeitoso, houve água, oração e lágrimas. Houve vida, mesmo diante da finitude.

O cuidado paliativo mostra que dignidade não é apenas controlar a dor, mas permitir que o paciente viva seus últimos capítulos da forma que faz sentido para ele. E, hoje, fez sentido celebrar um sacramento.

A medicina salva quando pode, mas sempre deve acolher.”

Por alguns minutos, o hospital deixou de ser apenas espaço de tratamentos e se tornou cenário de reconciliação e fé.

As informações são da Catve.

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