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04 de julho de 2026

Bitcoin pode estar em bom ponto de entrada, embora especialistas vejam vale a US$ 50 mil


Por Agência Estado Publicado 04/07/2026 às 13h00
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Com o bitcoin na casa dos US$ 60 mil, especialistas ouvidos pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, entendem que o investidor pode estar diante de uma oportunidade para a compra do ativo. Porém, alertam que a cotação da criptomoeda pode recuar para perto de UUS$ 50 mil antes mesmo de uma recuperação ter início, a partir de outubro.

“Este é um ponto de entrada,e um ponto raro”, afirma Maximiliaan Michielsen, estrategista de investimentos da 21shares. Michielsen explica que toda grande oportunidade de acumulação da criptomoeda começou a partir de uma zona exatamente como a atual e níveis como os de hoje estiveram disponíveis em menos de 5% da existência do bitcoin.

O líder de Negócios da Foxbit, Isac Honorato, comenta que, fazendo uma análise on-chain, ou seja, um estudo dos dados públicos e permanentes registrados dentro da rede blockchain, vê que o ativo está barato. “Quando olhamos a parte técnica, o preço está abaixo de todas as médias móveis no curto prazo”, afirma Honorato.

André Sprone, country manager da MEXC, comenta que, mesmo com a cotação do bitcoin em baixa, não existem escândalos como o caso da FTX ou algo disruptivo que coloque desconfiança no setor, o que é um ponto positivo na sua avaliação. Sprone explica que hoje o movimento é exatamente o contrário. “O universo cripto está virando mais institucional”.

O country manager da MEXC também explica que, quando as taxas de juros nos Estados Unidos começarem a cair, o mercado de bitcoin vai captar parte dessa liquidez e avançar. “O mercado cripto se beneficia quando o dinheiro vai para ativos de risco quando temos taxas de juros menores”, comenta.

Quais movimentos são esperados no curto prazo?

André Sprone, não descarta que a cotação do bitcoin chegue à casa dos US$ 50 mil. “Essa é uma possibilidade que analistas técnicos trabalham”, comenta. Sprone também afirma que consegue ver uma recuperação para a principal criptomoeda do mundo a partir de outubro. “Eu, particularmente, espero uma recuperação mais forte a partir de outubro. Confio na tese”, diz.

O estrategista de investimentos da 21shares comenta que os níveis de preço em torno de US$ 59 mil a US$ 62 mil são a região de suporte atual, e um fechamento semanal abaixo ou aproximo de US$ 58 mil abriria caminho para a região entre US$ 50 mil e US$ 55 mil. Ele alerta: “Esse é o caminho de menor probabilidade”.

Segundo o líder de Negócios da Foxbit, Isac Honorato, as análises gráficas mostram que existe uma resistência a uma tendência de valorização do bitcoin na faixa dos US$ 68 a US$ 69 mil, devido ao grande número de contratos de liquidação nessa região.

Investidor precisa ficar atento

Para Lucas Veronezi, sócio e especialista em investimentos em cripto na Blue3 Investimentos, mesmo com a oportunidade de compra, o investidor precisa ficar atento a nunca concentrar os investimentos em um único ativo e buscar sempre a diversificação para segurança. “Caso decida entrar no bitcoin, o investidor precisa estar ciente que é um mercado de alta volatilidade. Quedas de 50% nesse mercado são comuns e já vimos várias vezes. Caso o investimento esteja na proporção adequada para o seu perfil, e tenha horizonte de longo prazo, o momento é muito bom para investir”, comenta.

A professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Estácio, Marina Prieto, tem um olhar um pouco mais conservador. Ela reforça que a cotação atual do bitcoin deve ser analisada com cautela porque, embora as oscilações de preço possam representar oportunidades de entrada para investidores com perfil adequado e horizonte de longo prazo, também refletem um ambiente de elevada volatilidade e incerteza.

“Não existe um nível de preço que, isoladamente, determine um bom momento para compra ou venda. A decisão deve considerar fatores macroeconômicos, política monetária, fluxo de investimentos institucionais, liquidez do mercado e, principalmente, o perfil de risco do investidor”, comenta Prieto.

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