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03 de abril de 2026

Bolsas da Europa fecham em forte alta com possibilidade de trégua no Oriente Médio


Por Agência Estado Publicado 01/04/2026 às 13h02
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As bolsas europeias fecharam em forte alta nesta quarta-feira, 1º de abril, em meio a esperanças crescentes de que a guerra no Oriente Médio esteja se aproximando do fim e falas do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Irã pediu um cessar-fogo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,85%, a 10.364,79 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,62%, a 23.275,17 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 2,10%, a 7.981,27 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 3,17%, a 45.714,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 3,07%, a 17.572,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,84%, a 9.299,86 pontos. As cotações são preliminares.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 2,34%, a 597,49 pontos, depois de amargar em março o maior tombo mensal desde 2022.

Trump afirmou na manhã desta quarta que o Irã solicitou um acordo de cessar-fogo, mas que Washington condicionou qualquer decisão à reabertura do Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O governo iraniano, contudo, negou que tenha solicitado a trégua, enfatizando que Ormuz permanece sobre controle de Teerã. Autoridades seniores americanas disseram à Axios que as negociações estão em andamento, mas que ainda não está claro se um acordo poderá ser alcançado.

As interrupções no fornecimento de petróleo do Oriente Médio aumentarão em abril e começarão a afetar a economia da Europa, já que o fechamento do estreito vem reduzindo severamente os suprimentos, disse o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, nesta quarta-feira.

Em linha com o recuo do petróleo, as ações do setor energético europeu caíram no pregão, com o subíndice do Stoxx 600 em queda de 2,5%. Outros papéis que vinham sofrendo com a fuga de ativos de risco, como bancos (+4,3%), tecnologia (+3,7%) e recursos básicos (+2,8%), tiveram alta robusta.

No âmbito macroeconômico, o PMI industrial da zona do euro subiu mais do que inicialmente estimado pela S&P Global, atingindo o maior nível em quase quatro anos. O do Reino Unido, por outro lado, ficou abaixo da prévia.

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