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14 de maio de 2026

A história da mãe que salvou filho sem sinais vitais após oração e manobras de reanimação em Maringá: ‘um Dia das Mães diferente’


Por Thiago Danezi Publicado 10/05/2026 às 08h30
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Este será apenas o segundo Dia das Mães com o pequeno Samuel, que completa dois anos em julho. Foto: Arquivo pessoal | Colaboração

Uma história que comoveu Maringá agora ganha um novo capítulo, ainda mais simbólico. Cerca de 40 dias após viver momentos de desespero ao ver o filho desacordado em um shopping da cidade, a fisioterapeuta Eliane de Deus Severino fala sobre transformação, fé e o significado de celebrar o Dia das Mães neste domingo, 10.

O caso, que repercutiu em toda a região, ficou marcado pela sequência dramática: uma queda aparentemente simples, seguida de convulsão, ausência de sinais vitais e a reanimação da criança após manobras realizadas pela própria mãe, enquanto pessoas ao redor se ajoelhavam para orar. Agora, semanas depois, a história ganha um novo olhar, mais íntimo e ainda mais impactante.

Um Dia das Mães entre dor e gratidão

Este será apenas o segundo Dia das Mães com o pequeno Samuel, que completa dois anos em julho. Mas, segundo Eliane, a data nunca teve um significado tão profundo. Além de tudo que viveu com o filho, ela também enfrenta o luto pela perda recente da própria mãe.

“Tá sendo um Dia das Mães diferente. Ao mesmo tempo triste, mas muito feliz. Eu estou sem a minha mãe, mas tenho o Samuel. E hoje eu consigo valorizar os mínimos detalhes”, contou. A emoção ficou ainda mais evidente durante uma simples apresentação escolar do filho.

“Eu olhava ele lá em cima e só pensava: eu poderia não estar aqui. Eu poderia não estar vendo isso. Aquilo mexeu muito comigo.”

O trauma e os sinais após o episódio

Apesar da recuperação considerada completa, o episódio deixou marcas, principalmente comportamentais. Segundo a mãe, Samuel passou a demonstrar medo em ambientes médicos, algo que antes não acontecia.

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Foto: Arquivo pessoal | Colaboração

“Ele desenvolveu uma espécie de ‘síndrome do jaleco branco’. Hoje, quando vê um profissional da saúde, já fica assustado e começa a chorar. Além disso, pequenos gestos indicam alguma memória do ocorrido. Quando ele cai, ele leva a mãozinha na cabeça e fala ‘bateu’. É como se tivesse ficado registrado.”

Rotina transformada e fé fortalecida

Se por um lado houve trauma, por outro, a família relata mudanças profundas na forma de viver. Um dos principais pontos foi o fortalecimento da fé e a criação de novos hábitos dentro de casa. “A gente não tinha o costume de orar juntos. Hoje, todos os dias, damos as mãos e oramos em família. O Samuel já até fecha os olhinhos e fala ‘Jesus’.” Segundo Eliane, o episódio trouxe uma nova perspectiva sobre a vida.

“Aprendemos a valorizar coisas simples: um passeio, uma brincadeira, um momento juntos. Depois daquele dia, eu nunca mais vou ser a mesma. Descobri uma força que eu não sabia que tinha”

A experiência também impactou diretamente a forma como Eliane se enxerga como mãe. Ela relata que, diante da situação extrema, encontrou uma força que desconhecia. “Eu descobri que uma mãe é capaz de tudo pelo filho. Eu me sentia impotente, mas naquele momento vi que existe uma força muito maior.” Ela acredita que essa transformação ultrapassa o aspecto emocional. “Eu sinto que me tornei uma pessoa melhor em tudo: como mãe, como esposa, como profissional.”

Repercussão e o “menininho do shopping”

A história ganhou grande repercussão nas redes sociais e nas ruas. Em Maringá, Samuel passou a ser reconhecido de uma forma curiosa. “As pessoas não falam o nome dele. Chamam de ‘o menininho do shopping’.”

Segundo Eliane, o contato com desconhecidos tem sido frequente e carregado de emoção. “Pessoas que eu nunca vi na vida pedem para abraçar, querem falar com ele. Muitas dizem que a história fortaleceu a fé delas.” Ela também afirma receber relatos de pessoas que dizem ter vivido mudanças após conhecer o caso. “Tem gente que fala de cura, de transformação, de esperança. Eu fico impressionada com o alcance.”

Recuperação surpreendente

Apesar da gravidade do episódio, Samuel não apresentou sequelas, conforme exames realizados após o ocorrido. Hoje, ele segue com desenvolvimento considerado normal e até surpreendente para a idade. “Ele está falando o nome dos coleguinhas, reconhecendo coisas, se comunicando mais. Está muito bem.”

Ao relembrar o que viveu, Eliane não esconde a emoção ao pensar no que poderia ter acontecido. “Eu poderia estar passando esse Dia das Mães sem o Samuel. Eu poderia não estar levando ele para a escola, não estar vivendo esses momentos.” A data, que para muitos é apenas comemorativa, para ela ganhou um novo significado. “Agora eu entendo o valor de cada segundo. Esse Dia das Mães é um presente.”

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