A importância dos ambientes de inovação para a construção de cidades inteligentes


Por Redação GMC Online
Foto: Ilustrativa/Freepik

Na última década, o termo Cidades Inteligentes ganhou popularidade no Brasil e muitos  municípios passaram a correr atrás desse título como forma de mostrar seu nível de desenvolvimento. Mas o que é preciso para ser uma cidade com tais características? 

No documento Brasil 2030: Cidades Inteligentes e Humanas, resultado de pesquisas, debates e estudos em diferentes partes do mundo, que culminou na criação da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas (RBCIH), em 2014, ligada à Frente Nacional de Prefeitos, são apresentados indicativos das qualidades necessárias para esses centros urbanos.

Além do uso intenso das novas tecnologias e a conexão entre todos os serviços, na busca da melhoria de qualidade de vida, o documento da RBCIH aponta que Cidades Inteligentes e Humanas são aquelas que possuem um ecossistema de inovação que abrange o poder público, os setores organizados da sociedade, o setor empresarial e as universidades trabalhando em conjunto e otimizando recursos para melhor servir a sua população.

Entre as atividades priorizadas e otimizadas por esses centros urbanos inteligentes, é possível citar mobilidade, redes de energia, sistemas de informação e comunicação, saneamento básico, educação, saúde, monitoramento de crimes e práticas de sustentabilidade.

Ranking

A Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas tem discutido a criação de um selo para classificar tais centros urbanos. Mas enquanto isso não acontece, existem empresas avaliando indicadores que distinguem esses municípios.

Com base na análise de 70 indicadores, a consultoria Urban Systems tem elaborado, desde 2015, um ranking das cidades brasileiras melhor posicionadas. O mais recente, divulgado em 2021 pelo Connected Smart Cities, lista trinta cidades, sendo as que mais se destacam: São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Vitória (ES).

Curitiba se destaca, por exemplo, por usufruir de um grande desenvolvimento social, ambiental e econômico. A capital paranaense evidencia um expansivo aumento no número de empresas do ramo de tecnologia e economia criativa, além de contar com a presença da iniciativa Vale do Pinhão, que, através da união entre o poder público, universidades, startups e entidades de fomento, leva inovação e crescimento sustentável para toda a população.

Inovação
Mas como atingir os níveis desejados de atendimento e qualidade de vida para a população dentro do conceito de Cidade Inteligente?

Primeiramente, é necessário estimular na cidade a cultura da inovação e da participação dos cidadãos na busca de soluções, apontam as professoras Marcela Bortotti Favaro e Patrícia Rodrigues da Silva, do Centro Universitário Cidade Verde, que elaboraram um estudo sobre o tema, com base em um espaço de inovação existente dentro da instituição, chamado de Smart Space.

Segundo elas, a ideia central é que as universidades fomentem o desenvolvimento de tecnologias, softwares e aplicativos a serem utilizados na cidade, de acordo com as necessidades de sua população. Também, que os empresários locais consigam ter competitividade nacional e internacional, desenvolvendo as mais diversas soluções tecnológicas, e os cidadãos sejam incluídos no processo de inovação e atuem como copartícipes na gestão e na construção de sua cidade.

As pesquisadoras concluem dizendo que a formação de profissionais detentores de um olhar aguçado para a inovação, que poderão atuar dentro de organizações resolvendo problemas ou abrindo novos negócios é essencial. “Esses profissionais contribuirão para o desenvolvimento local e, ainda, na busca de soluções para o desenvolvimento urbano, ratificando a relevância das IES na criação e manutenção de ecossistemas de inovação nas cidades.”

O estudo das professoras será apresentado, entre os dias 27 e 29 deste mês, em um simpósio nacional sobre Gestão Urbana, o VI SiBOGU, promovido pela Associação Amigos da Natureza da Alta Paulista (ANAP) e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp-Bauru. O evento será transmitido pelo portal www.eventoanap.org.br.

As informações são da Assessoria de Imprensa do UniCV

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