
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituido em 2005. É uma data para marcar mobilizações para a inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência.
A data, 21 de setembro, foi escolhida pela proximidade com o início da primavera, explica a assessora do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Emília Bandeira.
“Esse dia 21 de setembro, que tem uma lei federal que define como o Dia da Luta da Pessoa com Deficiência está vinculado com a nossa chegada com a primavera, que é uma estação que nos remete a vida nova, ao florescer, e é justamente essa mensagem deste dia, no sentido de que a pessoa com deficiência tem a suas potencialidades, são pessoas que devem ser integradas à sociedade e florir como todas as outras pessoas”, diz Emília.
Nesta quarta-feira, dia 21, o conselho está reunido no terminal urbano de Maringá. É uma das ações de conscientização que estão sendo realizadas durante o dia.
“Hoje nós temos mobilização com o pessoal da Agência do Trabalhador, na questão da empregabilidade. Nós temos algumas movimentações com algumas instituições de ensino superior que estão fazendo trabalho com libras, para conscientizar a questão dos surdos, algumas mobilizações de experiências de privação de algum sentido ou de mobilidade para que as pessoas que não tem deficiência também possam ter mais empatia com esse lado. Nós teremos apresentações culturais, com o pessoal da Apae, e com o pessoal da Unir do Cesumar, todas as apresentações voltadas então às pessoas com deficiencia”, explica Emília.
O presidente do conselho, Antonio Augusto Ferreira Neto, é autista e enfrenta diariamente os desafios. Segundo ele, as ações da data tem o foco de mostrar que a pessoa com deficiência é uma parte da sociedade.
“É uma mobilização para conscientização da sociedade sobre a pessoa com deficiência, hoje é o dia da luta da pessoa com deficiência. O foco principal é mostrar que somos uma parte da sociedade, que não é porque somos pessoas com deficiência, que somos menores, que temos menos capacidade que os outros. Temos tanto direito quanto, e merecemos ser tratados como todos”, diz Antonio.
Segundo ele, uma das maiores dificuldades na sociedade é com as deficiências chamadas ‘invisíveis’.
“Deficiências intelectuais, físicas, sensoriais, mas também a questão com deficiências invisíveis, independente do tipo que seja. […] Por exemplo: a pessoa do espectro autista… Eu vejo que são os mais complicados porque são os que as pessoas têm menos empatia. A pessoa não sabe sobre a deficiência, então ela tende a tratar da mesma forma que os outros , mas sem respeitar as diferenças que ela tem”, diz o presidente do conselho.
A Ana Carmem Dias é deficiente visual e é educadora social na Agência do Trabalhador de Maringá. Ela reconhece os progressos feitos nos últimos anos para as pessoas com deficiência, mas reforça a importância de mobilizações de conscientização.
“O momento é de dar visibilidade a essa causa, e falar dos progressos, mas também das necessidades, da acessibilidade que as pessoas com deficiência precisam. Eu trabalho especificamente com o mercado de trabalho. Lá nós inserimos as pessoas com deficiência, fazemos orientação às empresas. Então, essa data de hoje é também para levar orientação para a população referente às questões da pessoa com deficiência, seja ela uma pessoa cega, cadeirante, autista, com deficiência intelectual, enfim, nós colocamos sempre uma data para lembrarmos que são pessoas que estão na sociedade e o que elas precisam para desenvolver seu papel social é da acessibilidade”, destaca Carmem.
Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.