Adolescentes com ‘fobia social’ retardam retorno às aulas presenciais

Não é a constatação de uma mãe ou de outra. É uma realidade em consultórios psicológicos e nas escolas. Muitos estudantes, principalmente adolescentes, se acostumaram tanto com o ensino remoto que estão tendo dificuldades de voltar para a sala de aula.
É uma espécie de fobia social, em que o aluno tem receio da interação e prefere o conforto do próprio quarto.
- Clique aqui e receba as notícias do GMC Online pelo Whatsapp.
O professor Ricardo Vieira da Silva, diretor de um colégio particular de Maringá, diz que na escola uma parcela de estudantes apresentou essa dificuldade de retorno às aulas presenciais. “A gente está percebendo isso, não é algo que acontece com todos os alunos, muitos estão voltando com alegria, mas existe uma parcela que está enfretando muita dificuldade, por conta da falta desse convívio social. Muitos estudantes relatam que passaram praticamente todo o último 1 ano e meio trancados dentro de casa, no quarto, e isso traz, sem dúvidas, uma série de consequências”, explicou.
O colégio decidiu fazer uma busca ativa pelo adolescente que está em casa para saber o motivo, se a preocupação é apenas com o risco do contágio, e as famílias têm o direito de escolher, ou se existe um ingrediente psicológico. Neste caso, a escola oferece apoio com profissionais.
“Estamos em um momento que, como já iniciamos a presencialidade, de identificar quais alunos continuam no online e fazer contato com essas famílias, para identificarmos o motivo (do não retorno). Sabemos que muitos desses estudantes não são do grupo de risco, que eles continuam em casa justamente por essa dificuldade de retornar ao colégio e retomar o convívio social. Estamos fazendo contato com os alunos para nos colocar à disposição para ajudá-los, para que eles possam passar por esse processo com mais tranquilidade”, afirmou.
As aulas presenciais na rede pública e privada de ensino em Maringá estão autorizadas desde o dia 28 de julho. Na sala de aula, é preciso manter a distância de 1,5 metro entre as carteiras.
