Após denúncia de crime ambiental em fundo de vale de Maringá, prefeitura afirma que ação é legal; entenda

Um vídeo que circula nas redes sociais e chegou ao Portal GMC Online mostra o que aparenta ser um crime ambiental em um fundo de vale localizado no final da Rua Pioneiro José de Paula, no Jardim Novo Alvorada, em Maringá. Nas imagens, um morador afirma que árvores estariam sendo descascadas propositalmente para que morram e, posteriormente, tenham a madeira retirada.
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No vídeo, o denunciante percorre a área de mata e aponta diversas árvores com sinais de anelamento, técnica que consiste na retirada da casca ao redor do tronco. Segundo ele, a prática estaria ocorrendo de forma recorrente e caracterizaria crime ambiental no fundo de vale do bairro.
Diante da repercussão, a Prefeitura de Maringá se manifestou e orientou que denúncias deste tipo sejam registradas oficialmente por meio da Ouvidoria 156 Maringá, canal responsável por encaminhar as demandas aos setores de fiscalização.
De acordo com a administração municipal, os registros podem ser feitos por telefone, presencialmente, pelo site da prefeitura ou pelo aplicativo da Ouvidoria, com garantia de sigilo dos dados do denunciante. A prefeitura informou ainda que, independentemente do registro formal, o vídeo e as informações recebidas já foram encaminhados ao setor competente.
Em nota, o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) informou que não há crime ambiental na área citada. Segundo o órgão, está em andamento no local a implantação de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), voltado à restauração ecológica do fundo de vale.
Ainda conforme o IAM, a intervenção registrada no vídeo corresponde ao anelamento de Malpighi, técnica reconhecida e amplamente utilizada em projetos de restauração ambiental para o controle de espécies exóticas invasoras, especialmente a leucena, espécie presente na área. A leucena libera substâncias químicas no solo que dificultam ou impedem o crescimento de espécies nativas, sendo um dos principais entraves à recuperação de áreas degradadas.
Como parte do PRAD, o Instituto Ambiental de Maringá informou que 4.576 mudas de espécies nativas ainda serão plantadas na área, com foco na recomposição da mata ciliar, na recuperação das funções ecológicas do fundo de vale, na proteção de nascentes, no controle de processos erosivos e na melhoria da qualidade ambiental urbana.
