Barista de Maringá conquista pódio em competição nacional de café 


Por Brenda Caramaschi
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O pódio de uma das principais competições nacionais teve maringaense no pódio: a barista Pati Herce se destacou entre os melhores do Brasil. / Foto: Arquivo pessoal

A barista maringaense Patrícia Herce conquistou o terceiro lugar na Copa Hario Brasil 2026, uma das principais competições nacionais, que avalia o preparo de café filtrado no método V60. A final foi realizada na tarde desta quarta-feira (1º), na Casa Hario, em São Paulo, reunindo 16 competidores classificados nas etapas regionais disputadas em diferentes estados.

O resultado representa um marco para Maringá, que neste ano sediou, durante o Festival do Café Especial, uma das etapas classificatórias da competição organizada pela tradicional marca japonesa Hario. Na ocasião, Patrícia garantiu a vaga para a decisão nacional ao terminar em segundo lugar na etapa regional sul. Antes de embarcar para São Paulo, a barista, de 31 anos, afirmava que o principal objetivo era transformar a competição em uma oportunidade de aprendizado. 

Pati atua há quatro anos como barista, ajudando a educar o público quanto ao universo do café especial. / Foto: Arquivo pessoal

Formada em Arquitetura e Urbanismo, ela atua há quatro anos no segmento de cafeterias e atualmente trabalha na Doces Cacau, onde desenvolve um trabalho voltado à harmonização entre cafés especiais e confeitaria, educando o público sobre a bebida. Depois da competição, ainda assimilando o resultado, a barista maringaense conta que a conquista do pódio foi ainda mais significativa por se tratar de sua primeira participação em um campeonato do segmento. “Eu fiquei bastante surpresa já desde a regional. Queria muito, mas não esperava chegar tão longe. A ansiedade começou ainda na saída de Maringá e aumentou quando vi que muitos dos competidores já eram experientes em campeonatos”.

Ao conhecer o café que seria utilizado na prova, Patrícia decidiu apostar na própria estratégia. O perfil sensorial, descrito por ela como delicado, adocicado e com notas de caramelo e mel, favorecia justamente o estilo de preparo que costuma utilizar. 

Em vez de buscar uma receita mais ousada, preferiu executar aquilo que dominava. A decisão deu resultado. Conforme as súmulas entregues pelos organizadores ao fim da disputa, a maringaense terminou a fase semifinal na liderança, com vantagem sobre o segundo colocado. Porém, na etapa decisiva, os finalistas precisavam preparar simultaneamente três cafés idênticos. Para cumprir o tempo previsto, Patrícia precisou adaptar a receita utilizada anteriormente e acabou perdendo pontos justamente no quesito uniformidade. 

Reconhecimento para Maringá

“Foi o que acabou me derrubando um pouco. A nota de uniformidade tinha peso quatro e precisei mudar a receita para conseguir entregar os três cafés ao mesmo tempo”, explicou. Mesmo assim, o terceiro lugar foi comemorado como uma conquista importante. Além do reconhecimento individual, Pati Herce destaca que o resultado ajuda a fortalecer a presença de Maringá no cenário nacional dos cafés especiais. “Claro que a gente sempre quer o primeiro lugar, mas só de estar no pódio já foi uma alegria imensa. Fico muito feliz por colocar Maringá no radar das competições e trazer esse reconhecimento para a nossa cidade”. 

A barista também fez questão de dividir o resultado com a comunidade cafeeira da região. Segundo ela, a preparação para a final só foi possível graças ao apoio da Rota dos Cafés Especiais de Maringá e Região, que colaborou com treinamentos, estrutura de testes e auxílio financeiro para a viagem. “Sem o apoio da Rota desde os treinos até a ajuda financeira e o laboratório para os testes, nada disso teria acontecido”.  Além de Patrícia, Maringá também foi representada na final pelo barista Guilherme Correia de Almeida, do Café Tamura. Durante a transmissão ao vivo da competição, promovida pela organização e acompanhada por integrantes da Rota dos Cafés Especiais, moradores da cidade acompanharam e torceram pelos representantes maringaenses.

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