
O mercado de trabalho formal em Maringá apresentou saldo positivo em março, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, foram registradas 10.489 admissões contra 9.539 desligamentos, resultando na criação de 950 novas vagas com carteira assinada.
O setor de serviços foi o principal motor da geração de empregos, respondendo por 626 postos formais criados. Com 5.029 contratações e 4.403 demissões, a área segue como a mais dinâmica da economia local, sustentando o maior estoque de empregos, que já soma 84.529 vínculos ativos.
Na sequência, o comércio também teve desempenho relevante, com saldo de 191 vagas. O setor registrou 2.872 admissões e 2.681 desligamentos, mantendo ritmo consistente de contratações e um estoque de 44.426 empregos formais. A indústria aparece com saldo positivo de 124 postos, resultado de 1.677 admissões frente a 1.553 demissões, enquanto a construção civil contribuiu de forma mais moderada, com a abertura de 17 vagas, após 885 admissões e 868 desligamentos. Já a agropecuária foi o único setor com saldo negativo no mês, registrando perda de 8 postos de trabalho, com mais desligamentos (34) do que admissões (26).
Mais de 2,8 mil vagas abertas no ano
Nos três primeiros meses do ano, Maringá abriu 2.810 vagas de emprego formal, após 30.600 admissões e 27.790 demissões. A variação relativa no período foi de 1,67%, indicando crescimento consistente do mercado de trabalho local.
O setor de serviços liderou a geração de empregos no trimestre, com saldo de 1.128 vagas. Foram 14.253 contratações contra 13.125 desligamentos, mantendo a área como principal responsável pela movimentação do emprego na cidade. A construção civil também teve destaque, com a criação de 645 postos de trabalho, seguida pela indústria, que abriu 558 vagas.
O comércio contribuiu com saldo positivo de 479 empregos, mantendo desempenho estável ao longo dos primeiros meses do ano. Já a agropecuária apresentou equilíbrio, com o mesmo número de admissões e desligamentos (79), encerrando o período sem variação no saldo.
Paraná cria 15,8 mil vagas
O Paraná manteve o ritmo de geração de empregos formais em 2026 e fechou o mês de março com saldo positivo de 15.823 novas vagas com carteira assinada segundo os mais recentes dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado, divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, é fruto de 197.765 admissões e 181.942 desligamentos no Estado neste período, consolidando o bom desempenho do mercado de trabalho paranaense no início do ano.
Com o desempenho mais recente, o Paraná acumula 56.414 novos postos de trabalho no 1º trimestre de 2026. Entre janeiro e março, foram registradas 575.834 contratações e 519.420 desligamentos. No recorte dos últimos 12 meses, o saldo também é positivo, com a criação de 74.583 empregos formais, o que indica a manutenção de um ciclo contínuo de geração de oportunidades no território paranaense.
O desempenho paranaense coloca o Estado entre os principais geradores de emprego do País. No acumulado de 2026 até o momento, o Paraná tem o quarto melhor resultado nacional, atrás apenas de São Paulo (183.054 vagas), Minas Gerais (70.625) e Santa Catarina (59.396).
Todos os setores registraram saldo positivo de empregos nos três primeiros meses do ano. O segmento de serviços lidera a geração de vagas, com 33.111 novos postos de trabalho no período, refletindo o aquecimento da atividade econômica. Na sequência aparecem a indústria, com 11.587 vagas, e a construção civil (8.482), indicando também o fortalecimento da produção e dos investimentos no Estado. Completam o resultado o comércio (2.144) e a agropecuária (1.090).
Ao todo, 207 municípios paranaenses registram saldo positivo de empregos formais em 2026, o equivalente a 52% das cidades. Curitiba lidera a geração de vagas, com saldo de 17.686 postos de trabalho, seguida por Maringá (2.810), Londrina (2.670), São José dos Pinhais (2.093) e Cascavel (1.873), demonstrando a capilaridade do crescimento econômico no Paraná.
Brasil
De janeiro a março de 2026, foram gerados 613.373 novos postos de trabalho no País, número 9,1% menor que o resultado do mesmo período de 2025, quando o saldo acumulado foi de 675.119. É o menor saldo de empregos formais para o primeiro trimestre de um ano desde 2023, quando o saldo foi de 537.605.
No acumulado do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O único setor que registrou saldo negativo foi o comércio, que fechou 19 525 postos formais de trabalho.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com saldo de 382.229 postos formais de trabalho. A construção gerou 120.547 postos formais de trabalho, a indústria apresentou saldo de 115.310 postos e a agropecuária teve saldo positivo de 14.752 postos.
No acumulado dos últimos 12 meses (de abril de 2025 a março de 2026), o saldo é de 1.211.455 vagas, menor que o do período de abril de 2024 a março de 2025, quando o saldo era de 1.627.326.