A defesa da família da criança envolvida no caso do pug Eminem divulgou uma nota pública em que contesta a forma como a situação foi apresentada nas redes sociais e reforça que o cão é o animal de estimação de uma criança de seis anos, que teria adoecido emocionalmente após ser separada do pet.
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O pug havia sido retirado do ambiente onde ocorreram as agressões registradas em vídeo e ficou sob a guarda do vereador Lemuel Rodrigues (PDT), que atuava como fiel depositário. Na terça-feira, 19, a Justiça determinou que o animal fosse devolvido à família, mais especificamente à mãe da criança.
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Segundo a nota assinada pela advogada Tânia Arnecke, que representa a mãe da criança, o pedido judicial nunca teve o objetivo de recolocar o cão em situação de risco, mas sim restabelecer o vínculo afetivo entre o menino e o animal, mantendo o agressor afastado, conforme decidido pela Justiça. A defesa reforça que os genitores moram em casas separadas e que o local onde a criança vive com a mãe não é o mesmo em que ocorreram as agressões.
A advogada afirma ainda que, desde o início, a mãe tentou dialogar com quem estava com o cão, relatando o impacto emocional na criança e pedindo sensibilidade para que, ao menos, ela pudesse vê-lo. No entanto, segundo a defesa, a repercussão nas redes sociais priorizou a narrativa de maus-tratos sem considerar o adoecimento do menor.
Além disso, a defesa sustenta que informações divulgadas de maneira parcial ou equivocada geraram um clamor público que não refletia a complexidade do caso. Para Arnecke, as decisões judiciais recentes reconheceram o vínculo da criança com o pug e buscaram conciliar a proteção do animal com a integridade emocional do menor.