Cemitério de Maringá: saiba quais são os túmulos mais visitados

No Dia de Finados, milhares de pessoas vão ao cemitério para visitar o túmulo de parentes e amigos. No entanto, alguns aproveitam a visita para passar nos túmulos mais ”conhecidos”. Entre os mais de
80 mil jazigos do Cemitério Municipal de Maringá, existem alguns muito populares. De acordo com informações da Prefeitura de Maringá, a expectativa é receber 120 mil visitantes no Cemitério de Maringá nesta quarta-feira, 2. Veja abaixo os túmulos mais visitados no Cemitério de Maringá.
Clodimar Pedrosa Lô

O túmulo de Clôdimar Pedrosa Lô permanece como um dos mais visitados. A história é de um adolescente nordestino, na época com 15 anos, preso, torturado e morto por policiais, em novembro de 1967, suspeito de roubo. O pai dele, Sebastião Pedrosa Lô, veio do Ceará até Maringá e matou o acusador do filho, Atílio Farris. A história repercutiu tanto que se tornou livro, filme, música e documentário.
Na época, Clôdimar Lô tinha vindo do Ceará para morar com o avô em Maringá.
Monsenhor Bernard

A segunda sepultura mais visitada é a do monsenhor Bernardo Abel Alphonse Cnudde, um padre popular que atuou por 31 anos como pároco da Paróquia Divino Espírito Santo, na Zona 7.
Natural de Saint Saulve, França, se mudou para a cidade após ser convidado, em 1965, quando ainda era diácono, por Dom Jaime Luiz Coelho, 1° Arcebispo de Maringá. Iniciou os trabalhos como vigário colaborador, na Paróquia Santa Maria Goretti, na Zona 7, depois auxiliou por 18 meses na Paróquia Santa Isabel do Ivaí na Diocese de Paranavaí, em 1968.
Em 1969 retornou para a Arquidiocese de Maringá, atuando na paróquia Divino Espírito Santo, também na Zona 7. Permaneceu até o ano de 2000, quando veio a óbito, falecendo de infarto fulminante, enquanto descansava na residência.
Visitados pela morte trágica
Arthur Salomão, Márcia Constantino, Fabíula Regina Coalio são nomes que já estão marcados na memória dos maringaenses, lembrados pelas histórias de vidas e mortes trágicas, cujos túmulos seguem sendo visitados no Cemitério de Maringá.
Arthur Salomão

Em 2012, o menino foi morto por uma bala perdida aos três anos no Jardim Alvorada, em Maringá. No momento, ele estava acompanhado da avó e da tia. Quando desceram do carro, os suspeitos passaram pelo local trocando tiros. A criança havia chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu.
Márcia Constantino

Localizado na quadra 53, o túmulo de Marcia também recebe muitas visitas. Enterrada aos 10 anos, teve o corpo queimado depois de ser estuprada e morta, em 2007. Na época, o autor do crime, Natanael Búfalo, pegou a criança enquanto os pais participavam de um evento. Foi condenado a 47 anos de prisão após confessar o crime.
Fabíula Regina Coalio

Outra a história que marcou muito a cidade foi da adolescente Fabíola Regina Coalio, 12 anos, atropelada por um motorista que disputava um ”racha”, na Avenida Colombo no dia 13 de agosto de 2003. A menina atravessava a avenida e morreu no local. Um dos participantes do racha foi preso minutos depois, mas o motorista que teria atropelado a menina fugiu sem prestar socorro. Em 2009, os dois motoristas foram condenados por homicídio doloso.
A estátua que simboliza a liberdade
A estátua de um menino saindo de uma cadeira de rodas em direção ao céu chama atenção de quem visita o Cemitério de Maringá. Ainda mais depois que eles conhecem a história de Guilherme Amâncio da Silva. O menino morreu em junho de 2019, menos de um mês antes de completar 13 anos.
Diagnosticado com meningite neonatal, a sequela da doença impôs várias limitações. Segundo a mãe Tatiana Amâncio, em entrevista ao GMC Online em 2019, ele não podia andar, nem falar e aos sete anos não conseguia comer.
Após a morte, a mãe teve a ideia da estátua ao ver algo parecido na internet. A obra pesa em torno de 90 quilos, a menino é de cimento, a cadeira de rodas é uma das cadeiras usadas pelo Guilherme durante a vida.
A estátua é uma obra do artista plástico Lucas Fioresi, que simboliza a liberdade de menino que viveu ‘preso’ a uma cadeira de rodas. Desde então o túmulo segue sendo um dos mais visitados.

