
O Centro de Bem-Estar Animal de Maringá está em processo de ampliação e reestruturação para melhorar o conforto e o bem-estar dos animais abrigados. A medida ocorre após repercussão negativa envolvendo a morte de um animal resgatado recentemente no local.
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A superintendente do Centro, Daniela Tozzeto, especialista em medicina veterinária do coletivo, foi contratada recentemente para atuar no manejo populacional de cães e gatos. Ela lidera uma equipe composta por mais duas veterinárias, também especialistas na área, que começaram a trabalhar na semana passada.
Segundo Daniela, o abrigo enfrenta superlotação, o que compromete principalmente as liberdades de expressão de comportamento natural e de estar livre de medo e estresse dos animais. Apesar disso, a alimentação e o acesso à água estão sendo mantidos adequadamente.
“O espaço está passando por uma reforma e ampliação. A ideia não é aumentar o número de animais, mas aplicar estratégias de manejo populacional e medicina de abrigos para garantir melhor qualidade de vida aos que já estão lá”, explicou a superintendente.
Trabalho com pitbulls e resocialização de animais
Entre os cerca de 170 animais abrigados, estão aproximadamente 25 cães da raça pitbull, considerados agressivos. Esses animais recebem atenção especial por meio de adestramento diário em parceria com o Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen). Um apenado designado para a função trabalha diretamente no manejo comportamental desses cães, promovendo passeios diários e treinamento para resocialização, com o objetivo de encontrar lares adequados ou devolvê-los ao local de origem quando possível.
Daniela Tozzeto também destacou a importância de conscientizar a população sobre a adoção de animais adultos, muitas vezes resgatados em situação de maus-tratos, que acabam permanecendo mais tempo no abrigo. Além disso, procedimentos de captura, castração, tratamento e devolução de animais ao seu local de origem são realizados para reduzir a superpopulação e melhorar a integração dos animais à comunidade.
“O objetivo é transformar o abrigo em um centro de passagem, onde o animal entra, é resocializado e depois é adotado ou devolvido de forma segura ao seu ambiente”, afirmou.
A reestruturação do Centro de Zoonoses de Maringá, segundo a superintendente, busca aplicar políticas públicas de manejo animal a médio e longo prazo, garantindo mais segurança e conforto tanto para os animais quanto para a população.